A Polícia Civil deflagrou a operação “Prova Final” nas cidades de Grão Mogol, Montes Claros e Belo Horizonte. A ação desarticulou uma quadrilha que vendia cursos e diplomas falsos de graduação e de especialização pela internet. De acordo com as investigações, nenhum dos cursos possuía validação. Uma pessoa foi presa e duas estão foragidas. 
 
O esquema de venda de diplomas falsos envolvia três pessoas. A mulher presa era responsável pela captação de alunos. Ela oferecia cursos de nível superior e pós-graduação em diferentes áreas. A ideia era que os interessados pudessem fazer as aulas on-line e pagavam, em média, de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Ao concluir os cursos, os alunos recebiam diplomas falsos, sem nenhuma validação do Ministério da Educação (MEC). 
 
“Os fatos estão em apuração há um ano, quando iniciamos diligências para verificar a veracidade de denúncias e ocorrências policiais que apontaram a mulher presa. Ela trabalha como agenciadora de empresa voltada para cursos de graduação e pós-graduação e estava captando pessoas para realizar cursos emitindo diplomas falsos”, explica o delegado Ranieri Damasceno.
 
Em Grão Mogol, os investigadores cumpriram o primeiro mandado de busca e apreensão em dois imóveis. As buscas foram concentradas na Fazenda Andorinhas, situada na zona rural da cidade, e em uma casa no bairro Vila do Barrão. Foram apreendidos documentos, diplomas, cheques, computadores e celulares. 
 
Em Montes Claros, as buscas foram concentradas em um apartamento na avenida Corinto Crisós-tomo Freire, que era utilizado como filial da falsa empresa. Segundo a Polícia Civil, o imóvel estava vazio. 
 
Presos por golpe da maquininha
Três homens foram presos em Januária suspeitos de aplicar o golpe da “maquininha”. Segundo a Polícia Militar, o crime ocorria quando o comerciante entregava para um dos suspeitos a máquina de cartão de crédito para o suposto cliente pagar a conta. Nesse momento, os aparelhos eram trocados. 
 
De acordo com os militares, no dia seguinte as máquinas eram destrocadas da mesma forma e o comerciante ficava com o prejuízo.
 
“Um militar à paisana estava abastecendo o veículo quando se deparou com um carro que estava com a placa visivelmente adulterada. Imediatamente, o policial acionou o 190 e as guarnições foram ao local”, conta o tenente Marcos Antônio Cardoso Souza.
 
Os militares apreenderam duas máquinas de cartão no automóvel e suspeitaram das versões apresentadas pelos homens com relação à origem dos equipamentos. Outras máquinas e bobinas de extratos foram localizadas na casa da avó de um dos presos, na zona rural.