Minas vai autorizar os municípios a utilizarem todo o estoque dos lotes 8 e 9 da vacina contra a Covid-19 para imunizar a população, sem precisar reservar imunizante para aplicação da segunda dose. 

A medida segue orientação do Ministério da Saúde para que se possa acelerar a proteção dos brasileiros.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), que vai repassar a orientação às 853 cidades mineiras. A determinação é válida para os lotes especificados acima porque as unidades das remessas anteriores foram aplicadas ou contam com pessoas agendadas para recebê-las. 

A mudança nas diretrizes é possível porque o Ministério da Saúde recebeu a garantia de produção e entrega do imunizante pelo Instituto Butantan de forma a resguardar a aplicação da segunda dose. Caberá às prefeituras analisar a recomendação para colocá-la em prática.

Na última quarta-feira (17), o Estado recebeu a oitava remessa dos imunizantes, com cerca de 509 mil doses. No sábado (20), mais 542 mil unidades chegaram a Minas.

A liberação da aplicação das doses vai favorecer a ampliação da vacinação em todo o país, pedido que foi feito nesta segunda-feira pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. 

Na avaliação do ministro, o governo tem a obrigação de vacinar, nos próximos quatro meses, todos os 38 milhões de brasileiros que receberão a nova rodada do auxílio emergencial.

A fala do ministro, feita nesta segunda-feira (22), pode ser o alento e a luz no fim do túnel para os trabalhadores. Segundo Guedes, essas pessoas precisam sair de casa para trabalhar, mesmo recebendo o benefício.

VACINAÇÃO EM MASSA
“Quero dar ênfase para a necessidade de vacinação em massa. Está muito claro hoje que o desemprego, a recessão de hoje, teve uma focalização muito grande particularmente nos mais vulneráveis, os 38 milhões de brasileiros que ganham seu pão, seu dia a dia, literalmente a cada dia”, disse o ministro.

Na avaliação de Guedes, a vacinação em massa precisa ser acelerada ao máximo para assegurar o retorno seguro ao trabalho, principalmente dos informais, que constituem a população mais vulnerável.

“Particularmente, esses mais vulneráveis não podem ficar em casa, no isolamento social, tendo sua sobrevivência garantida. Mesmo a gente fornecendo auxílio emergencial, são as famílias mais frágeis. Eles têm às vezes oito, nove, dez pessoas em habitações muitas vezes de só um cômodo, e são pessoas que querem trabalhar e precisam trabalhar, eles pedem para trabalhar”, declarou.

Nas palavras do ministro, há uma “assimetria de informação” entre a população de alta, média e baixa renda. Segundo Guedes, enquanto as pessoas de maior renda toleram melhor o distanciamento social, as pessoas de classes mais baixas “têm um desejo desesperado pelo trabalho”, daí a necessidade de vacinar em massa os trabalhadores informais e os demais beneficiários do auxílio emergencial.

“Mesmo com a cobertura que vamos estender, mais do que nunca, temos que evitar a crueldade do dilema que é: ou fica em casa com dificuldades para manutenção da sua sobrevivência pessoal, ou vão sair arriscando a perder a vida pela Covid. Então, a vacinação em massa tem que ser acelerada ao máximo para garantir a chance de sobrevivência e o retorno seguro ao trabalho, principalmente para as camadas mais vulneráveis”, justificou o ministro.

*Com Agência Brasil e Hoje em Dia