Pelo menos nove animais silvestres são recolocados no habitat natural por dia em Minas. Em 2020, mais de 3,3 mil foram reintroduzidos em matas. A maioria foi alvo do tráfico, mas também há casos de desmatamentos e expansão urbana, que acabam expulsando os bichos de “casa”. 

Todos foram levados para propriedades rurais em condições ambientais de receber a fauna silvestre. Os donos das áreas se voluntariam para apoiar a iniciativa. Atualmente, 62 espaços estão cadastrados. A expectativa é quase triplicar esse número até 2024.

Essa corrente do bem só é possível graças ao projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas). A iniciativa é do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os órgãos recolhem os bichos, os colocam em quarentena, fazem triagens e reabilitação. 

Depois, são feitos exames e marcação para se ter um controle. O tratamento e a reabilitação são feitos nos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) e nos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Minas.

O trabalho desenvolvido acaba de receber importante reconhecimento. Ele foi lembrado durante a 11ª edição do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade e Amor à Natureza. O programa conquistou o título de melhor exemplo em biodiversidade na categoria fauna.

As propriedades rurais são selecionadas a partir da manifestação voluntária dos proprietários. Interessados podem buscar informações com o IEF (www.ief.mg.go.br).