Municípios que já concluíram a vacinação de adultos contra a Covid-19 irão repassar as vacinas excedentes para outras cidades seguirem com a aplicação da primeira dose.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). São 5,7 milhões de doses da CoronaVac que estão sobrando em cerca de 400 municípios e serão remanejadas.

O objetivo, segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, é equalizar a cobertura vacinal da D1 em todo o Estado. 

“Essa ação é importante para que a gente não fique com doses de CoronaVac sobrando em alguns municípios, sendo que em outros lugares há população adulta para ser imunizada. A CoronaVac não pode ser usada nem como reforço, nem no público adolescente. Então, essa é uma forma de fazermos todos os municípios do Estado estarem juntos na vacinação”, informa o secretário.
 
PFIZER REDIRECIONADA
A medida está prevista na Deliberação CIB/SUS-MG 3.508, de 3 de setembro de 2021. Com esta decisão, o Estado também poderá redirecionar cerca de 650 mil vacinas da Pfizer, recebidas nesta semana, para aplicação da dose de reforço em idosos acima de 70 anos que completaram seu esquema vacinal há seis meses, em imunocomprometidos e em adolescentes de 12 a 17 anos.

Baccheretti ressaltou que, com a deliberação, obrigatoriamente os municípios precisam informar à SES sobre a conclusão da vacinação da população adulta com a primeira dose, o que permite que a pasta promova o repasse e a utilização do excedente o mais breve possível.

“Isso possibilita que se inicie a vacinação de adolescentes e a aplicação da dose de reforço. Um exemplo é o de São Joaquim de Bicas, que já está vacinando adolescentes e fazendo o reforço em idosos. As vacinas da CoronaVac que sobraram no município foram enviadas para Igarapé, que avançou para chegar ao público de 18 anos”, explica o secretário.
 
USO INADEQUADO 
Para Baccheretti, a falta de imunizantes para a segunda dose em vários estados pode ser consequência do uso da D2 para ampliar o público a receber a D1. “Alguns estados e municípios estão, muitas vezes, utilizando a segunda dose como primeira. As Notas Técnicas da Secretaria respeitam muito o Programa Nacional de Imunizações, e nós sempre mandamos a segunda dose para os municípios conforme orientado pelo Ministério da Saúde. A D2 não pode ser usada como D1”, enfatiza o secretário.

A expectativa da pasta é a de que mais doses da AstraZeneca cheguem ao Estado nos próximos dias. “Há expectativa de que no fim de semana o Estado receba e comece a normalizar essa entrega para todos os municípios”, diz.

Até o momento, não há orientação do Ministério da Saúde para a utilização da vacina Pfizer para completar a vacinação de quem recebeu a AstraZeneca como D1.

*Com Agência Minas