Prefeitos do Norte de Minas acionaram a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) para buscar soluções com relação ao auxílio emergencial pago pelo governo federal, através da Caixa Econômica. Das 86 cidades da região, mais de 70 dependem das casas lotéricas para realizar o pagamento. No entanto, os estabelecimentos não estão tendo dinheiro para atender toda a demanda.

Segundo os prefeitos, os moradores estão com dificuldades para receber o auxílio emergencial e também o Bolsa Família. Além da falta de dinheiro, esbarram no sistema congestionado devido ao grande acesso e aos outros serviços oferecidos pelas lotéricas.

A Amams acionou a rede da Caixa Econômica Federal que informou que as lotéricas não têm suporte para atender toda a demanda, tendo em vista que está tendo baixa entrada de dinheiro por outros serviços.

O valor que cada beneficiário pode receber varia de R$ 600 a R$ 1.200. No Norte de Minas há poucas agências da Caixa Econômica e, por isso, dos 86 municípios da região, mais de 70 dependem das casas lotéricas.

Para agravar a situação, muitas pessoas que residem na área rural saem de casa para a sede dos municípios para receber o benefício. E acabam tendo que voltar sem conseguir o dinheiro.
 
FILAS GIGANTES
Em Montes Claros, as filas nas agências da Caixa dobram o quarteirão, já que muitos que não conseguem sacar nas lotéricas acabam recorrendo ao banco.

Na manhã de ontem, era possível ver a aglomeração no entorno da agência Central, na rua Dr. Santos. Situação que se repetiu nos dias anteriores.

Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que toda casa lotérica tem planejamento de suprimentos e, com isso, recebe os recursos diante da demanda apresentada. Por isso, na última segunda-feira começou a fazer o diagnóstico dos estabelecimentos que ficaram sem numerário, para ser providenciado o encaminhamento da verba em um banco mais próximo.

O banco ainda se comprometeu a resolver o problema e pediu apoio da Amams para apontar os gargalos registrados em cada município.
 
ANTECIPAÇÃO CANCELADA
O Ministério da Cidadania cancelou, na noite de quarta-feira, a antecipação da segunda parcela do auxílio emergencial, que estava previsto para começar a ser pago ontem. Em nota, a pasta informou que o governo está impedido legalmente de fazer a antecipação, seguindo uma recomendação da Controladoria Geral da União (CGU). A justificativa é que ainda há muitos pedidos em análise e o orçamento para tal iniciativa já se aproximou do limite, sendo necessário uma suplementação orçamentária.