Conhecer técnicas de cultivo, manejo e beneficiamento de frutos do Cerrado, abundantes no Norte de Minas, e fortalecer o Arranjo Produtivo Local (APL) foram os objetivos do II Seminário Frutos do Cerrado, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com outras entidades, em Montes Claros.

Com o tema “Profissionalização e uso sustentável da sociobiodiversidade”, o evento reuniu mais de 300 produtores rurais que participaram de palestras e oficinas sobre o agroextrativismo regional. Também estiveram no seminário técnicos, pesquisadores, dirigentes de órgãos de atuação regional e autoridades governamentais.

O Norte de Minas é rico em diversidade frutífera, dentre elas, o pequi, coquinho azedo, umbu, tamarindo, cagaita. 

“Com esse evento, buscamos apresentar a bioeconomia do Brasil que foi criada neste ano para agregar valor à economia do Cerrado, visando a geração de renda dos agricultores familiares agroextrativistas. Estamos falando de produtos que vão desde os nativos, como jatobá, cagaita, pitanga até os que não são de origem brasileira, mas fazem parte da nossa cultura”, ponderou Avay Miranda Junior, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

O Plano Nacional para a Promoção dos Produtos da Sociobiodiversidade (PNBSB) promove a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e garante alternativas de geração de renda para as comunidades rurais.

O plano tem as ações focadas em determinados territórios e produtos considerados prioritários, e novos territórios e produtos são agregados com o passar do tempo.

“Esperamos ampliar o acesso ao mercado dos agricultores familiares da região”, disse Avay.