Um incêndio consumiu ontem cerca de dez hectares de vegetação na fazenda experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Nova Porteirinha. O local é usado para a realização de pesquisas científicas da instituição.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas. A ação foi rápida para evitar que o fogo se espalhasse rapidamente devido à velocidade do vento e à mata seca no local e nos arredores. Ainda não se sabe as causas do incêndio.

Foram utilizados abafadores, que são equipamentos para combater incêndio de pequenas proporções. Apesar de ter queimado dez hectares, apenas um local foi atingido por um grande foco de fogo. O que preocupou os militares foram as pequenas labaredas que se formavam rapidamente em diversos pontos, o que poderia aumentar a área afetada. 

Diante dessa queimada, os Bombeiros orientaram a gerência da Epamig a adotar medidas de proteção das áreas de vegetação para evitar o surgimento de focos de incêndio. A empresa ainda foi orientada a realizar aceiros, que é uma limpeza feita em uma faixa de dois a quatro metros em cada lado da cerca para eliminar a possibilidade de um foco de incêndio passar de uma área para outra.

QUEIMADAS EM MINAS
Os meses de julho e agosto são considerados período mais favoráveis aos incêndios considerados naturais – a mata muito seca, aliada a ventos fortes, favorece a formação de chamas.

Os dados são da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semad) que ainda apontam que, em 2019, foram registradas 3.152 queimadas no Estado. 

De acordo com a Semad, os incêndios florestais afetam o meio ambiente, comprometendo a qualidade do solo, da água, da vegetação e do ar. Além disso, a fumaça é tóxica e agrava doenças respiratórias – já em situação crítica nessa época. O fogo pode ainda secar nascentes e reduzir a disponibilidade de água potável. 

Ao atingir casas, plantações e rede elétrica, traz também enormes prejuízos econômicos para as famílias e para o Estado, colocando em risco a vida das pessoas.