O preço do gás de cozinha pode ser reduzido em Minas Gerais. A afirmação foi feita pelo governador Romeu Zema (Novo) nesta segunda-feira (4). Diante da alta constante dos combustíveis, o chefe do Executivo mineiro avalia que a discussão sobre o valor do botijão é mais importante que o da gasolina.

“Queremos muito, caso a situação venha a permitir, que haja uma redução, principalmente naquilo que é essencial. O gás de cozinha, no nosso ponto de vista, é algo mais importante que gasolina”, afirmou o governador.

Segundo o gestor, a gasolina “se coloca em BMW e Mercedes”, mas o gás é um insumo que todas as famílias precisam. Uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro na primeira quinzena de setembro mostrou que o preço médio do botijão subiu 26% em Belo Horizonte em um período de seis meses, chegando a R$ 125. 

“Estaria beneficiando toda a sociedade, e muito mais aqueles que ganham menos. A representatividade do consumo de gás na renda é maior. Então, estamos avaliando”, garantiu.

Em Montes Claros, segundo pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o botijão de gás pode ser encontrado de R$ 100 até R$ 115. Valor que pesa no orçamento familiar, principalmente do trabalhador assalariado, que já vem fazendo malabarismos neste ano com tantos aumentos.

Em função do preço do GLP, já houve registro de acidentes domésticos com pessoas que usavam álcool para cozinhar.
 
COMÉRCIO 
Romeu Zema lembrou, ainda, que diminuir o preço do gás de cozinha, além de beneficiar as famílias, auxilia os setores do comércio de alimentos.

“Também estaria ajudando um dos setores mais afetados pela pandemia, que é o de bares e restaurantes, um grande usuário desse insumo”, avaliou o governador.

A reportagem questionou o governo de Minas sobre quais medidas podem ser tomadas para reduzir o preço do botijão de gás, mas não teve retorno até o fechamento da edição.

Desde o início deste ano, o preço do gás de cozinha já passou por vários reajustes, assim como a gasolina e o etanol. Os aumentos desses insumos, ao lado dos alimentos, têm sido os vilões da inflação, que já ultrapassou a meta estipulada pelo governo federal.