Benjamim Oliveira Jr


Correspondente



NOVA PORTEIRINHA – O Norte de Minas poderá ser um grande produtor de biodiesel, combustível renovável produzido a partir do processamento de sementes oleaginosas, como a mamona e o pinhão manso. O uso do pinhão manso na produção de biodiesel está sendo desenvolvido pela Epamig – Empresa de pesquisa agropecuária de Minas Gerais na fazenda experimental do Gorutuba, em Nova Porteirinha.



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Cultivo de pinhão manso em Nova Porteirinha


(Fotos: Arnaldo Pereira)



O gerente da fazenda experimental, Josimar dos Santos Araújo, ressalta que, numa comparação com outras oleaginosas, o pinhão manso apresenta vantagens, por ser uma cultura resistente à seca e com produtividade de óleo por kg de semente  bem superior às outras, além de ser uma cultura de bastante longevidade.



O experimento do pinhão manso como biocombustível é coordenado pela pesquisadora Heloísa Mattana Saturnino, e a expectativa é de uma boa produção de sementes para serem distribuídas aos produtores rurais do Norte de Minas e de outras regiões do estado.



A Epamig deve aumentar, neste ano, a produção de sementes de mamona – outra alternativa para o combustível renovável – de 20 para 60 hectares, no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. A intenção é atrair para Minas empreendimentos de processamento e de comercialização de mamona e pinhão manso.



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Josimar Araújo: negócio bom para o produtor e para o país



- É um mercado promissor, diante da crescente demanda pelo biodiesel na maioria dos países - diz Josimar.



Segundo o chefe do Centro tecnológico do Norte de Minas, Marco Antônio Vianna Leite, estudos realizados ao longo dos últimos 20 anos apontam para a produção do biocombustível com uma economicidade bem superior à do produto que  vem sendo preparado nos demais estados brasileiros:



- O custo de produção da soja é bem superior ao custo de produção da mamona e do pinhão manso. Em Minas, além da produção de um combustível alternativo, vamos trabalhar essas duas culturas em programas da agricultura familiar em regiões carentes, para geração de emprego e renda.