Paulo Brandão


Correspondente



BOCAIÚVA -  No início desta semana, representantes da Emater e da prefeitura se reuniram na câmara municipal de Bocaiúva com líderes comunitários, pequenos produtores rurais e assentados dos programas de reforma agrária da micro-região do Portal do Norte, para anunciar o Pro-horta e o Pro-pomar, programas do governo estadual ligado ao “Minas sem fome”, um sub-programa do Fome zero, voltado para o combate à fome e desnutrição de 700 mil famílias e quase cinco milhões de pessoas do meio rural e de periferias urbanas de 600 municípios.



O projeto tem como finalidade implementar ações que possibilitem às populações vulneráveis à fome e à desnutrição o acesso aos meios para produzir alimentos componentes da cesta básica para o consumo e como alternativa de incremento de renda, visando a assegurar a segurança alimentar e nutricional dessa população, de forma permanente e sustentável.



O Pro-horta destina-se ao cultivo de hortas caseiras, onde três mil famílias bocaiuvenses serão beneficiadas com um kit de horta caseira, que inclui: sementes de hortaliças, adubo, enxadão e regador. Outra parcela da comunidade atendida serão os moradores do bairro São Geraldo, que cuidam da horta comunitária daquela localidade.



Outro programa anunciado pelos técnicos da Emater foi o Pro-pomar. Cada grupo familiar que se dedica às atividades agrícolas receberá 10 mudas de frutas cítricas, compostas de: limão taiti, laranjas (pêra e serra d’água) e mexerica pokan, totalizando 22 mil mudas. 



De acordo com o presidente do Conselho municipal de desenvolvimento agrícola, Jadir Max Vieira Dias, no município de Bocaiúva são poucos os lugares que se cultivam frutas. Mas, que este programa visa atender somente para a subsistência.



OUTROS PROJETOS



O Minas sem fome ainda oferece outros projetos que podem ser implementados como: as lavouras comunitárias, criação de aves (unidades familiares e coletivas); criação de abelhas (unidades coletivas); e capacitação (técnicos, lideranças e beneficiários).



Jadir reforça que os projetos coletivos de produção, processamento de alimentos e geração de renda devem ser implementados de forma participativa, por meio de associações ou organizações comunitárias, que serão as gestoras de seus projetos, influindo e contribuindo durante todo o processo: diagnóstico, planejamento, execução e avaliação.