Já está aberta a segunda temporada de vacinação contra a febre aftosa em Minas. Nesta fase devem ser imunizados bovinos e bubalinos com idade de zero a 24 meses. A expectativa é a de que sejam imunizados cerca de 10 milhões de animais em todo o Estado até 30 de novembro.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é responsável pelo gerenciamento e fiscalização da campanha junto aos criadores. O objetivo é preservar a saúde dos rebanhos, mantendo também o compromisso com o agronegócio mineiro.

Em razão do enfrentamento à Covid-19, o produtor poderá comprovar a vacinação dos animais usando o formato eletrônico de declaração disponível em www.ima.mg.gov.br ou, caso tenha cadastro, acessando o Portal de Serviços do Produtor.

Outra opção será o envio da declaração para o e-mail da unidade do IMA responsável pela jurisdição do município. O e-mail de cada unidade consta neste link (ima.mg.gov.br/atendimento/nossas-unidades). Nos municípios em que as unidades estiverem abertas, as declarações podem ser realizadas de forma presencial.
 
PRAZO
O prazo para comprovar a vacinação termina em 10 de dezembro. Para facilitar a localização da propriedade, o IMA recomenda o envio do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) no momento da declaração.

O produtor rural poderá transitar e comercializar seus animais logo após a vacinação e declaração. O prazo de carência exigido anteriormente pela legislação chegava a até 15 dias, se fosse a primeira vacinação do animal. 

Agora, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) permite ao produtor rural a emissão da Guia de Transporte Animal (GTA) imediatamente após vacinar e declarar a imunização de bovinos e bubalinos de seu rebanho. A regra está explicada na Instrução Normativa nº 48.

De acordo com o gerente de Defesa Sanitária Animal do IMA, o médico veterinário Guilherme Costa Negro Dias, agora “o que determina a condição sanitária do estabelecimento rural é a adimplência nas etapas de vacinação e de atualização de cadastro de rebanhos. Ou seja, caso o estabelecimento de origem dos animais esteja em dia com suas condições sanitárias e cadastrais, o produtor poderá movimentar seu rebanho, inclusive os animais não vacinados e que forem incorporados no plantel ou bezerros que tenham nascidos após a etapa de vacinação”, explica Dias.

Além disso, completa o gerente, “durante a etapa de vacinação e até 90 dias após seu término, os animais destinados diretamente ao abate ficam dispensados da obrigatoriedade da vacinação contra febre aftosa”.

*Com Agência Minas