Tiago Severino


Correspondente



PIRAPORA  - A defesa civil estadual realizou um levantamento dos prejuízos provocados pelo alagamento que aconteceu em Pirapora, devido à chuva da madrugada do dia 27 de novembro. No total, 170 pessoas foram desabrigadas, 58 casas e 30 estabelecimentos comerciais foram invadidos pela água.



Na avaliação de danos feita pela Cedec - Coordenadoria estadual de defesa civil, 12 bairros foram prejudicados: Industrial, Vila Branca, Bom Jesus, Sagrada Família, Cidade Jardim, Cícero Passos, São Geraldo, Nova Pirapora, Santos Dumont, Nossa Senhora de Fátima, Cinqüentenário e Nossa Senhora Aparecida. No total, 26.273 pessoas foram afetadas direta ou indiretamente.



OS ESTRAGOS



Em toda a cidade, o prejuízo foi de R$ 5,19 milhões. Isto inclui os estragos feitos nas casas, estabelecimentos comerciais, no hospital municipal Moisés Magalhães Freire e no quartel do corpo de bombeiros, entre outros locais.



O hospital municipal teve a estrutura comprometida, por causa do surgimento de rachaduras, com 50 por cento do prédio condenado. Os pacientes que estavam internados no setor prejudicado tiveram que ser transferidos para a nova ala, ainda não inaugurada pela prefeitura. No hospital e postos de saúde atingidos, o prejuízo foi de R$ 3 milhões.



De acordo com o prefeito de Pirapora, Warmillon Fonseca Braga - PFL, o motivo para toda essa destruição foi a falta de uma rede de escoamento da água da chuva. Ele diz que é necessário providenciar obras para evitar que novos alagamentos como esses aconteçam.



SEGUNDA MAIOR



A chuva que provocou esses estragos foi de 152 milímetros. Enquanto a média anual da cidade é de cerca de mil milímetros. Ou seja, em apenas sete horas a água que caiu corresponde a quase dois meses. Foi a segunda maior média da história de Pirapora, perdendo apenas para os 163 milímetros registrados no dia 24 de janeiro de 1980.



O Saae - Serviço autônomo de água e esgoto, que abastece Pirapora, calcula que cerca de 300 fossas foram rompidas em toda a cidade. Durante a chuva, a água também invadiu as dependências da empresa, que perdeu móveis, computadores, teve veículos danificados e documentos perdidos.



Os moradores do Bairro Bom Jesus dizem que o motivo de o Córrego Entre Rios ter transbordado teria sido porque o Saae estaria com apenas uma das quatro comportas abertas. A empresa diz que durante todo o tempo as quatro comportas estavam abertas. No entanto, devido à intensidade da chuva, não houve vazão suficiente para o escoamento. A quantidade de lixo e entulho que foi trazida agravou a situação.