No Brasil, oficialmente, a Black Friday será realizada no dia 29 deste mês. A data é conhecida como um dia de grandes descontos em produtos e serviços de todos os tipos. Porém, as lojas estão antecipando a prática de preços mais baixos, aproveitando a liberação de parte do FGTS e da primeira parcela do 13º salário, na expectativa de aquecer o comércio. 

Quem quer antecipar as compras de Natal pode encontrar produtos com até 80% de desconto à venda. Em Montes Claros, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) espera aumento de 30% nas vendas. Percentual mais alto do que no mesmo período do ano passado. Principalmente em função da liberação do FGTS. 

Vale de tudo para chamar a atenção do cliente: leve três pague um, desconto nas compras à vista e até saldão em produtos que estavam no estoque. 

“Os lojistas têm que atrair a atenção da clientela, pois desconto vai ter em todas as lojas, então, qual é o diferencial da sua? Investir em decoração e ofertas exclusivas costuma ser ações que chamam mais os consumidores”, afirma o presidente da CDL, Ernandes Ferreira. 

Além das lojas físicas, a Black Friday acontece pela internet, com promoções até mais atrativas. Contudo, é preciso ter cuidado, para não cair na “black fraude”. Algumas lojas costumam dobrar o valor dos produtos para, quando chegar à sexta-feira da promoção, oferecer um falso desconto. Nas compras on-line, o frete pode sair até mais caro do que a mercadoria. 

O economista Marcos Verassani alerta os consumidores para não caírem nessas artimanhas. “A orientação é acompanhar o preço do produto por alguns dias ou até meses antes da data, para não criar uma falsa ideia de desconto. Também pode ser feita uma pesquisa em outras lojas, para identificar preços semelhantes, assim, dá para saber se realmente é uma promoção”. 

Também nesta época, golpistas aproveitam para criar ofertas falsas, sites piratas, em que, muitas vezes, o produto nem chega às mãos do comprador. No ano passado, Ângelo Neto passou por essa situação. Ao ver uma suposta promoção de um celular, divulgada no Instagram, ele fez a compra, mas o produto nunca chegou. 

“Depositei R$ 2 mil na conta do suposto vendedor e o produto não chegou. A loja é de São Paulo e, depois de procurar muito pelo vendedor, ele me bloqueou em todas as redes. Fui à Polícia Civil e registrei a ocorrência, mas até hoje não tive retorno”, afirma.

Época é de vagas de emprego temporário 

Como em outras datas sazonais, o final de ano é sempre uma oportunidade para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho. Devido ao aumento de clientes nas lojas – com as comemorações de Natal e Ano Novo, que têm ações como amigo oculto, entre outras –, empresários costumam aumentar o número de funcionários para atender à demanda. 

Bárbara Pereira é gerente de uma rede de perfumarias que tem nove lojas e 15 funcionários em Montes Claros. No início deste mês, a empresa contratou, temporariamente, mais cinco pessoas. Os contratos vão até o final de dezembro. 

“A maioria dos nossos temporários acaba se tornando fixos, porque passam a conhecer a loja e ter a experiência de que precisamos. Além disso, quando falta alguém da equipe, por exemplo, se um funcionário pega licença, chamamos um que foi temporário”, explica Bárbara. Segundo ela, os trabalhadores temporários são pagos por dia, mas dispõem das mesmas comissões que os demais. 

Um dos funcionários contratados para o final de ano é o estudante de Direito Lucas Alves, de 23 anos. Ele está no setor de estoque, mas conta que já trabalhou como atendente de restaurante e garçom. “O importante é não ficar parado. Todo fim de ano consigo uma vaga temporária. A expectativa agora é me fixar em um emprego”, revela.