Com as chuvas de fim de ano, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) encerrou o racionamento de água em Capitão Enéas. A cidade enfrentava o rodízio há quase três anos. 

De acordo com a Copasa,  a vazão dos mananciais usados para o fornecimento público de água em Capitão Enéas está, neste momento, satisfatória, devido ao período chuvoso. Em nota, a companhia aproveitou ainda para alertar quanto ao uso consciente da água, pedindo que a população evite desperdícios, principalmente agora, após o fim do rodízio. 

Em julho de 2019, O NORTE publicou que o acesso à água por muitas famílias em Capitão Enéas acontecia por meio de caminhões-pipa, enviados pela prefeitura, divididos entre água potável para consumo humano e não potável, para animais e plantas, direcionados aos produtores rurais. A Defesa Civil ficava responsável ainda por realizar constantemente a doação de água mineral às famílias carentes.
 
MONTES CLAROS
A maior cidade do Norte de Minas vive situação instável. O racionamento voltou a ser utilizado em Montes Claros desde novembro de 2019, em dias alternados, com 24 horas de interrupção. A decisão aconteceu após a barragem de Juramento atingir 13,30% de sua capacidade, uma das menores médias da história. 

A expectativa da companhia é de que o rodízio seja suspenso em Montes Claros somente se a barragem alcançar 50% da capacidade. Após as chuvas de fim de ano, a barragem atingiu ontem 20%. 
 
ALTERNATIVA 
Uma das chances de resolver a situação é buscar água no rio São Francisco, em Ibiaí. Uma adutora levará água até Coração de Jesus, onde já existe tubulação em atividade, que trás água do rio Pacuí para Montes Claros.

A nova empreitada custará R$ 188 milhões, com a construção de 91 quilômetros de tubulação. De acordo com a Copasa, a publicação do edital para o processo licitatório está prevista para fevereiro de 2020.

Sob responsabilidade da Copasa, 11 cidades e 10 localidades seguem com planos de racionamento em Minas. Neste momento, além de Montes Claros, cinco cidades e um distrito seguem com situação crítica na região, sendo elas Brasília de Minas, Cristália, Curral de Dentro, Divisa Alegre, Varzelândia e a comunidade de Santana de Minas, em São Francisco. 

Outras 16 cidades e três localidades mineiras estão com o racionamento momentaneamente suspenso. Entre elas estão as norte-mineiras Campo Azul, Lontra, Taiobeiras e a comunidade de São Joaquim, em Januária.