Um avião com 1,5 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 da farmacêutica Janssen deve chegar ao Brasil nesta terça-feira (22). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após uma previsão inicial de receber 3 milhões de doses até 15 de junho não ter sido confirmada. De acordo com o Ministério da Saúde, o envio foi cancelado pela própria Janssen, que não teria explicado os motivos.

Queiroga afirmou que a vacina da Janssen “é muito útil” por ser de dose única, proporcionando uma vacinação “mais rápida” da população. Ele não detalhou se as doses serão direcionadas a algum grupo específico.

As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, no Senado. O ministro voltou a afirmar que o governo planeja a vacinação – com ao menos uma dose – de todos os adultos até setembro, e a imunização completa de todas as pessoas acima de 18 anos até dezembro. 

Para isso, a previsão é distribuir 60 milhões de doses em agosto e outros 60 milhões em setembro, além das 41 milhões confirmadas pela pasta para julho. O cronograma detalhado, contudo, ainda não foi divulgado pelo ministério.

“A gente ainda não divulgou o calendário detalhado desses imunizantes nos outros meses (agosto e setembro) porque ainda não temos confirmação dos laboratórios”, disse o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz.
 
REVACINAÇÃO
O ministro Marcelo Queiroga foi questionado por senadores sobre notícias segundo as quais o Ministério da Saúde estaria preocupado com a baixa eficácia da vacina CoronaVac na população idosa, e se haveria a necessidade de revacinação dessa faixa etária. 

Os parlamentares perguntaram também se o ministério considera não assinar novos contratos de aquisição do imunizante, desenvolvido pela chinesa Sinovac e fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

O ministro afirmou que a necessidade de uma eventual revacina-ção, em qualquer faixa etária ou grupo da população, precisa ser esclarecida por estudos científicos cujas respostas só devem estar prontas no ano que vem. 

“Pesquisas estão em encaminhamento. E o que o Ministério da Saúde tem que fazer é se programar para ter vacinas disponíveis para aplicar, num curto espaço de tempo, no ano de 2022, se for o caso”, disse.

Ele citou um estudo em andamento na cidade de Serrana (SP), cuja população foi toda vacinada com a CoronaVac. O ministro negou haver desconfiança em relação ao imunizante. “Não há nenhum tipo de mudança de estratégia em relação a esse imunizante”, afirmou.

“O fato é que essa vacina tem sido útil para o Plano Nacional de Imunização, e essa é a posição oficial do Ministério da Saúde, até que exista algum dado científico que faça com que nós tenhamos uma posição diversa”, acrescentou Queiroga.

Minas recebe maior remessa de AstraZeneca nesta 2ª
Mais 862 mil doses da AstraZeneca estavam programadas para chegar a Minas no final da tarde desta segunda-feira (21). O quantitativo representa a maior remessa do imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) enviada ao território mineiro.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), as unidades fazem parte do 26º lote, o segundo com mais doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde ao Estado – em 1º de abril, foram disponibilizadas mais de 1 milhão de vacinas, entre CoronaVac e AstraZeneca.

Segundo a SES, o público-alvo das doses será informado após o recebimento. 

No sábado (19), o governo de Minas deu prosseguimento na distribuição de outras 508 mil doses, sendo 273 mil da CoronaVac e 235 mil da Pfizer, além de 3.580 da AstraZeneca, referentes à 24ª remessa e reserva técnica da SES.

*Com Agência Minas