Alexsandro Mesquita


Correspondente



GLAUCILÂNDIA - A droga que toma conta das grandes cidades, agora invade as pequenas e, o pior, pessoas que às vezes não têm instrução alguma se envolvem e não conseguem mais deixar o vício.



Em Glaucilândia, o mais comum, de uns tempos pra cá, é pessoas de Montes Claros na beira do rio fumando maconha. Geralmente é lá que tudo começa, como conta um rapaz que prefere não ser identificado e diz que fuma maconha há aproximadamente um ano e meio. Ele fala sobre o assunto droga esclarecendo o mal que para muitos não conseguem ver a saída.



- O lugar mais fácil de encontrar é na beira do rio. Eu estava lá, uma pessoa ofereceu, aí tudo começou. Quando falta, dá um nervo... Tenho o maior arrependimento, tenho vontade de parar, mas... Não aconselho ninguém a usar, não aconselho porque a partir da primeira, segunda e terceira vez que a pessoa se envolve, já não tem volta, não é fácil parar. Nas três primeiras vezes, eles oferecem e não cobram. Daí em diante, começam a vender, o fazem sentir falta, aí tem que dar jeito de comprar - diz o viciado.



Ele esclarece que nunca precisou roubar ou vender objetos de casa para comprar droga. Além disso, fala do arrependimento.



- Hoje, me arrependo disso e dou um conselho a quem nunca mexeu para não ter contato, é um caminho sem volta. Pode passar até 10 ou 20 anos, sempre que a gente tem dinheiro, a gente acaba comprando - finaliza.



Conversando com policiais da cidade descobrimos que realmente é na beira do rio que a maioria se inicia na vida de drogas. No último dia 2 foi preso nesse local Fábio Luís Gonçalves de Oliveira, que estava com 22 gramas de maconha. A polícia informa que foi feita uma denúncia anônima de que esse homem havia desembarcado em um ônibus da Saritur, vindo de Montes Claros, para abastecer usuários locais. Ao fazer busca, a polícia encontrou a bucha no interior da bolsa do rapaz, de aproximadamente 24 anos.



Um dos problemas encontrados pela polícia é que, de acordo com a quantidade de droga encontrada, não se enquadrá-lo como traficante e sim usuário, sendo facilitada a liberação do portador.