Se hoje estamos reclusos em casa e ao mesmo tempo conectados com o mundo, muito se deve aos smartphones. E desde que tive meu primeiro contato com um desses aparelhos sem teclados e telas abarrotadas de ícones, muita coisa mudou. Do nefasto Galaxy 5 ao novíssimo Galaxy S20 é uma evolução darwiniana a olhos nus.

O novo topo de linha da marca sul-coreana chegou ao mercado em março, momentos antes da pandemia do coronavírus se alastrar. E agora finalmente pudemos testá-lo. O S20 chega em três versões: a padrão (que testamos), a Plus e a Ultra, que tem hardware de computador de alto desempenho. A versão testada é oferecida por nada modestos R$ 4.950. Mas ele se esforça e muito para afirmar que é uma boa aquisição.

Esse telefone oferece performance exemplar com seu processador de oito núcleos Exynos 990 de 2,7 GHz, 8 GB de RAM, unidade gráfica Mali-G77 MP11, que faz dele um aparelho extremamente rápido para praticamente qualquer tipo de aplicação, seja uma ferramenta de texto, um editor de vídeo, games de alta performance ou para fotografar ou filmar. 

CÂMERAS
Vem equipado com um jogo de três lentes traseiras com diferentes tipos de resolução (12 Mp, 64 Mp, 12 Mp) que garantem gravações em resolução 8K, estabilização ótica e variação de F 1.8 a F 2.2. Isso significa que dá para filmar e fotografar com qualidade impressionante. Destaque para lente de macro que permite aproximar com muita nitidez elementos muito pequenos.

Pena que não tem acontecido nenhum show para que pudéssemos comprovar todo esse poder de fogo. Para selfies (e agora lives), a lente frontal de 10 Mp não é a mais poderosa do mercado, mas entrega qualidade 4K com 60 fps (quadros por segundo). Ou seja, antes da live, confira se não tem uma remela no canto do olho.

A câmera tem uma série de ajustes de qualidade, foco automático, assistente que indica melhor posição para o disparo, assim como ajuste manual de abertura, ISO, balanço de branco e exposição, como em uma máquina profissional.
 
ARMAZENAMENTO
É de 128 GB, mas aceita cartão de até 1 GB. O máximo que a atual geração entrega é 512 GB, na versão topo de linha Ultra. 

Os 128 GB podem ser insuficientes para quem usa o aparelho para produção de imagens. Para se ter uma ideia, um vídeo em Full HD consome 100 MB por minuto gravado. Já o minuto gravado em 4K salta para 275 MB, mas o minuto gravado em 8K, pela câmera traseira consumiu cerca de 575 MB. 
 
TELA
O visor de 6,2 polegadas é um pouquinho maior que o do S10. A diferença é que a câmera foi deslocada para o centro e não a borda. Mas não chega a comprometer quando se assiste a um filme ou se joga um game, pois dependendo do conteúdo a área de exibição não chega até a lente. 

E é na tela que está posicionado o sensor biométrico. Basta tocar o dedo (gravado) na parte inferior da tela para desbloquear o aparelho. 

BATERIA
A bateria de 4000mAh não é a opção mais potente da linha. O novíssimo M31, lançado na última quinta-feira, tem 6000 mAh. Mas tem polímero de lítio na composição, diferentemente das demais baterias de lítio, pois é mais maleável e suporta melhor a dilatação provocada pelo aquecimento. Em outras palavras, maior vida útil. 

No modo economia, faz todas aquelas mudanças que fazemos para poupar energia, mas de forma automática para segurar carga. 
 
NA PRÁTICA
É um telefone de tela grande, mas com dimensões que não incomodam no bolso. São 15 cm de altura por 7 cm de largura e apenas 8 mm de espessura. O peso de 163 gramas também é ponto positivo, principalmente para gravar e fotografar e principalmente assistir a filmes. 

Ainda vem com excelente fone AKG, mas com conexão USB-C. Ou seja, na porta de carregamento, como fez a Apple quando lançou o iPhone 7, para aumentar a resistência à água. Para filmes, oferece excelente qualidade de imagem, vez que a tela Dynamic Amoled tem HDR e balanços de luminosidade. 

Rodamos games com gráficos pesados e entregou tudo ofertado em refinamentos gráficos, sem atrasos na exibição dos quadros e nem demora no tempo de resposta. Tudo isso com o suporte de 8 GB de RAM.