Sustentabilidade é fashion

Mata Atlântica ganha apoio em momento de novo olhar para o meio ambiente

Flávia Ivo
12/09/2019 às 09:00.
Atualizado em 05/09/2021 às 20:31

Cuidar do meio ambiente parece uma das fortes tendências de moda da atualidade. Não só a preservação da Amazônia, mas também a crescente preocupação da indústria fashion, uma das maiores poluidoras do planeta, em reduzir a emissão de resíduos e buscar novas formas de fazer roupa. E o “estar na moda” em nada é pejorativo ou torna o assunto menos importante. Pelo contrário, quem trabalha com sustentabilidade comemora o momento.

“A moda é uma plataforma que viraliza mensagens, tem uma excelente vocação para isso. A tendência predominante agora é a sustentabilidade. E, há 11 anos, meu sonho era que esse assunto virasse moda. Queremos que a prática de uma empresa inspire a de outras”, afirma Chiara Gadaleta, criadora do Eco Era, projeto iniciado em 2008.

A ativista é uma das partes envolvidas na nova coleção da Forum, lançada na CasaCor Minas, instalada neste ano no Palácio das Mangabeiras, na região Sul de Belo Horizonte. A marca, que tem histórico de engajamento em causas ligadas ao meio ambiente, é uma das muitas no Brasil que procuram caminhos diferentes para a produção de peças. Para a temporada, a aposta envolveu a ONG SOS Mata Atlântica.

“Olhamos para fotos de satélite de áreas desmatadas e fizemos recortes nas imagens para criar as quatro estampas para as T-shirts”, conta Bruno Delfino, coordenador de estilo da Forum. As camisas estarão disponíveis em todas as franquias e multimarcas da grife e, a cada vendida, R$ 5 serão revertidos para o projeto.
 
MISSÃO 
Para Marcia Hirota, diretora da ONG, uma das questões mais caras é mostrar às pessoas o lugar que se habita. “Temos a missão, há mais de três décadas, de levar esse olhar para o público. A Mata Atlântica atinge 17 estados brasileiros onde vivem dois terços da população brasileira. Para nós, esta é uma oportunidade de dialogar com mais e mais pessoas. Todos precisam saber de onde vem o produto, mas sobretudo como as empresas estão compensando o meio ambiente”, destaca.

O bioma é o mais ameaçado do país e mantém apenas 12,4% de áreas originais e preservadas. “O desenvolvimento do Brasil passou pela destruição da Mata Atlântica, com a exploração do Pau-Brasil, por exemplo. Precisamos manter o que ainda temos e plantar mais coisas. É um trabalho de conscientização, de cobrança dos governos, precisamos de todo mundo. Seja divulgando as causas, falando sobre as boas iniciativas. Tentamos representar a sociedade, acompanhar o que acontece em Brasília, mas também precisamos do apoio das pessoas, da comunidade”, observa Afra Balazina, diretora de comunicação da SOS Mata Atlântica.

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