A indústria japonesa se consolidou com automóveis compactos de baixo custo. Na Honda, o Civic é o melhor exemplo dessa estratégia de mercado. Mas o tempo passou e o Civic foi se sofisticando. Ele incorporou conteúdos, diferentes opções de carrocerias, tecnologia, desempenho e esportividade. E o ponto alto desse modelo, que completará 50 anos em 2022, é o intempestivo Type R.

O Type R surgiu em 1997, na sexta geração do compacto (EK9), e incorporava a sigla adotada em 1992 no superesportivos NSX e posteriormente no cupê Integra. O primeiro Civic Type R era exclusivo para o mercado japonês. 

Em 2001, na geração EP3, ganhou a Europa e hoje é o Honda mais apimentado do mercado, ficando abaixo apenas do NSX. A quinta geração do Type R estreou em 2017 e marcou a adoção do turbocompressor. Até então, o compacto sempre adotou motores aspirados, que atingiam picos de potência em rotações elevadas. Agora, a marca lançou uma edição que promete ser o esportivo de tração dianteira mais dinâmico que se pode comprar.

O hatch passou por uma revisão geral e por um regime, com adoção de componentes mais leves e itens que foram removidos, como central multimídia e demais “tralhas” que roubam a performance. Ele recebeu rodas forjadas aro 20, da alemã BBS, pneus Michelin Cup 2, além de amortecedores recalibrados. Ao todo, o modelo ficou 47 quilos mais leve que o Type R “básico”.

No entanto, manteve assistentes como monitor de faixa de rodagem, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de colisão e demais ferramentas para o uso cotidiano. Sob o capô, o esportivo não sofreu modificações. E nem precisava. Ele mantém o motor iVTEC 2.0 turbo de 320 cv e 40 mkgf de torque, que garantem ao compacto um comportamento assustador. E, como em todo esportivo de respeito, a caixa é manual. Amém!