O plano de enfrentamento a incêndios no Norte de Minas conta com mais um reforço. A pista de pouso e decolagem e as instalações da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Porto Cajueiro, mantida pela Usina Coruripe, serão utilizadas no atendimento às ocorrências de incêndios florestais no Norte e Noroeste de Minas.

O Termo de Cooperação Técnica (TCT) foi assinado entre o governo de Minas e a empresa na última semana, em Januária. O acordo é resultado de ação conjunta entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) e do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) com a Usina Coruripe.

A ação vai otimizar e acelerar a resposta às ocorrências registradas na região, diminuindo o tempo de chegada de aeronaves, brigadistas e bombeiros nas unidades de conservação que venham a ser impactadas pelo fogo.

Ainda por meio do acordo será realizado o asfaltamento da pista de pouso para melhoria do acesso ao local. Durante a celebração do TCT, a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, destacou que a RPPN Porto Cajueiro se tornará uma base importante para o combate e resposta aos incêndios florestais em uma das regiões mais afetadas do Estado, que é o Norte de Minas. 

“Esse acordo trará, com absoluta certeza, diminuição nos nossos indicadores de ocorrências de incêndios florestais, especialmente no tempo de resposta. É uma ação de extrema importância para preservação da biodiversidade, do meio ambiente e das águas em nosso Estado”, destacou. 
 
PLANO DE RESPOSTA
O diretor-geral do IEF, Antônio Malard, salientou a importância de parcerias com a iniciativa privada para ampliar as ações do Estado na prevenção e combate aos incêndios. O gestor também citou o Plano de Resposta, lançado pelo governo de Minas na última terça-feira (13), com integração entre diversos órgãos do Executivo para a prevenção e combate aos incêndios florestais. 

“Esse apoio que estamos recebendo da Usina Coruripe é fundamental, porque são áreas de difícil acesso, e diminuir o tempo de resposta às ocorrências nestes locais é muito precioso. Infelizmente, este ano devemos enfrentar um período de extrema seca, mas estamos preparados”, reforçou Malard. 
 
CERRADO
O diretor-presidente da Usina Coruripe, Mário Luiz Lorencatto, acredita que a parceria também vai auxiliar na preservação do Cerrado, área em que está inserida a RPPN Porto Cajueiro. Lorencatto lembrou, também, a diversidade de fauna e flora presentes no bioma, além da presença de rios como o Carinhanha, que corta o terreno da RPPN. 

“Vamos trabalhar com a Semad, o IEF, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e demais órgãos para evitar o maior dano possível. Nossas instalações estarão à disposição, a casa, às margens do rio temos um barco que pode ser usado, e tem a pista de pouso que no passado foi muito utilizada no combate aos incêndios e acabou se deteriorando com o tempo, mas que agora será novamente asfaltada nessa parceria”, ressaltou. 
*Com Agência Minas