Apesar de os utilitários-esportivos (SUVs) terem se tornado uma febre mundial, os sedãs médios ainda gozam de boa demanda no Brasil. É bem verdade que perderam participação, muito em função do encarecimento nos últimos anos. Hoje as versões mais baratas não saem por menos de R$ 95 mil.

Daí levar um médio para a garagem tornou-se mais viável no mercado de usados. Entre os mais procurados está o Honda Civic. No mês passado, ele teve 17 mil unidades negociadas, segundo informativo da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Para um consumidor que espera gastar entre R$ 45 mil e R$ 55 mil, não dá para apostar na atual geração, lançada em 2016. A solução é mirar na geração passada, fabricada de 2012 a 2016.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os preços do sedã variam entre R$ 46 mil e R$ 75 mil, conforme ano de fabricação, versão de acabamento, motor e transmissão.

Para quem busca um usado, é melhor procurar por uma versão que entregue mais conteúdo, como a EXS 1.8, com caixa automática. E se o teto de gastos está na casa dos R$ 60 mil, não há como ir além de uma unidade ano 2013. De acordo com a Fipe, esse carro é avaliado em R$ 56.800.

Apesar de não ter preço de banana, a versão tem bancos em couro, volante com borboletas, direção elétrica, multimídia (com GPS, câmera de ré, CD, USB e Bluetooth), ar-condicionado digital, teto solar, controles de tração e estabilidade (ESP), além de rodas aro 16 e faróis de neblina.
 
MOTOR
A unidade 1.8 16v de 144 cv e 17,7 mkgf de torque, apesar de defasada, oferece bom comportamento, mas não se deve esperar um postura atlética nem eficiente. Já a transmissão automática de cinco marchas oferece trocas suaves e tem relações que privilegiam a eficiência, com média de consumo na casa dos 7,5 km/h, com uso de álcool. Para um sedã médio, é uma média mais que justa.
 
ATENÇÃO
Como em qualquer compra de usado, é preciso ficar atento à procedência do automóvel. Verificar o histórico de possíveis ocorrências com o seu corretor e conferir se o cronograma de manutenção está em dia (no Manual do Proprietário) pode evitar fazer um negócio ruim.

Outro detalhe é que o Civic, como o Corolla, é um carro muito requisitado para transporte executivo. Daí é preciso ficar atento para não levar para casa um carro muito rodado e que demandará manutenção, mesmo com a boa fama de inquebrável do Civic.