A Escola Adventista realizou na quarta-feira (30) a entrega de 75 cestas básicas que foram arrecadas com a participação de professores e funcionários. A iniciativa faz parte do Projeto Mutirão de Páscoa.  Foram contempladas pelo projeto três instituições: A Pastoral Carcerária de Montes Claros, Projeto Isac que ajuda crianças em situação de vulnerabilidade e o Grupo de Apoio à Prevenção e aos Portadores da Aids de Montes Claros (Grappa). Cada entidade recebeu 25 cestas básicas, doações que chegam em um momento onde a pandemia se agrava pelo país, deixando famílias com diversos problemas, um deles, a falta de alimento.

Maurina Carvalho, presidente do Grappa, com sentimento de gratidão, salienta a importância das doações.

"Para nós do Grappa é uma alegria tamanha receber essa ajuda, nesse momento tão difícil que está sendo, o da pandemia. É um gesto importante por parte da Escola Adventista, uma vez que dependemos de doações para realizar os trabalhos junto aos nossos assistidos”, relata Maurina. 

Para a diretora da Escola Adventista, a instituição cumpre com o seu papel social ao abraçar o Mutirão de Páscoa, e ajudar instituições sociais e famílias carentes. Lembra que a escola ao longo dos anos tem cumprido essa missão de solidariedade. 

“Lançamos o projeto, e o resultado foi surpreendente. Alguns, mesmo com o salário menor, não deixaram de contribuir com nossa campanha. A campanha é uma forma de diminuir o sofrimento de tantas pessoas. Estamos ajudando as entidades e também pessoas próximas que tem passado dificuldades”, lembra Cristina.   

Anjos no caminho
Levar educação de qualidade, assistência médica e noções de cidadania. Esses são alguns dos lemas trabalhados com mais de 60 crianças de alguns bairros localizados na região sul de Montes Claros. Este é o projeto Social Isac, uma das instituições beneficiadas pela Escola Adventista. 

Odete Avelino de Aquino, presidente do projeto Isac em tom de emoção ressaltou a importância das doações das 25 cestas básicas.

“Estamos felizes e gratos a Escola Adventista por ter escolhido o projeto Isac a ser beneficiado com as doações destas cestas básicas que chegam em um momento crítico da nossa história. Muitas das famílias que atendemos estão em extrema vulnerabilidade financeira. As cestas vão alimentar 25 famílias e suas crianças que passam, por extremas dificuldades. Só posso afirmar uma coisa: Foi Deus que colocou esses anjos em nosso caminho para direcionar essas doações ao projeto Isac. Que outras instituições sigam esse belíssimo exemplo de solidariedade e amor ao próximo”, afirma emocionada Odete. 

Solidariedade x exemplo
Pastor Flávio Souza, diretor da ASA- Ação Solidária Adventista para o Norte e Noroeste de MG, explica que a intenção do projeto Mutirão de Páscoa é ser ampliado cada vez mais, assim mais instituições e famílias podem ser beneficiadas.

"A nossa intenção é que com o projeto possamos desafiar mais pessoas a realizarem doações dentro de suas empresas junto com os seus colaboradores. O exemplo da Escola Adventista é importante no sentido de que a equipe alcançou seu objetivo, assim, e fez a diferença na comunidade. A escola cumpre com o seu papel social, é um exemplo de solidariedade e amor ao próximo. Creio que essa união de esforços vai ajudar milhares de pessoas que não estão tendo nem o básico para colocar em suas casas", completa Flávio.

Para Dílson Antônio Marques, coordenador Arquidiocesano da Pastoral Carcerária, presidente do Conselho da Comunidade da Comarca de Montes Claros e presidente da Legião de Assistência Recuperadora, a fome não espera. Ele afirma que este tipo auxílio neste tempo de pandemia, é essencial e importante;  

“Graças a Deus que a Pastoral Carcerária tem contado com o auxílio e a abertura de coração de famílias e pessoas de coração caridoso neste tempo de terrível que vivemos. Recebemos as cestas doadas pela Escola Adventista com o coração agradecido. Lembramos que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, incentiva todos os seus parceiros e colaboradores a realizarem práticas de responsabilidade social com doação de cestas básicas, enxergando nisso não apenas uma simples entrega de alimentos, mas sim o elo entre aqueles que desejam fazer o bem e aqueles que hoje precisam de ajuda para terem o que comer”, finaliza Dilson.