Material escolar até 30% mais caro em 2022; consumidor busca alternativas para economizar

Da Redação*
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04/01/2022 às 00:31.
Atualizado em 05/01/2022 às 11:43
 (leo queiroz)

(leo queiroz)

O ano começa com vários compromissos financeiros que pesam no bolso do consumidor. Um deles é a compra do material escolar que, neste ano, promete castigar o orçamento familiar. A previsão é a de aumentos de até 30% nos produtos a partir da segunda quinzena deste mês, acompanhando a inflação e a alta do dólar, alerta a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE).

“Para 2022, temos reajustes elevados em todas as categorias de materiais escolares, variando de 15% a 30%, em média”, afirma o presidente executivo da entidade, Sidnei Bergamaschi.

Segundo ele, as indústrias e os importadores estão sofrendo um grande aumento de custos. “São aumentos elevados e frequentes nas diversas matérias-primas como papel, papelão, plástico, químicos, embalagem. Para os produtos importados, os principais impactos são a variação do dólar no Brasil, os aumentos de custos na Ásia e a elevação dos preços de fretes internacionais, decorrente da falta de contêineres”, explica.

Além disso, acrescenta Bergamaschi, as medidas antidumping para importações de lápis da China, adotadas pelo governo brasileiro em 2021, aumentaram os custos na categoria de lápis.

O executivo afirmou que nenhum produto escapará da alta de preços. E mesmo os nacionais não terão tanta procura, por falta de opções. “Pode ocorrer alguma migração de volume de produtos importados para nacionais, mas em pequena escala. Para a maioria dos produtos atualmente importados, as opções de fornecimento nacional são pequenas”.
 
AULAS HÍBRIDAS 
O ano passado foi marcado por aulas híbridas em diversos estados, e com isso muitos estudantes reaproveitaram materiais escolares de 2020. Com o avanço da vacinação e a volta às aulas totalmente presencial, pelo menos na educação básica, a expectativa da entidade para 2022 é cautela.

“Acreditamos que a retomada das aulas presenciais na maioria dos locais no final de 2021 movimentou o setor, mas sem atingir os patamares pré-pandemia. Nosso mercado foi um dos mais atingidos, com escolas e comércio fechados, com uma queda no varejo de papelaria superior a 37%”, informa Bergamaschi.

Apesar de existir uma boa expectativa com o retorno das aulas presenciais em 2022, os comerciantes do setor de papelaria estão cautelosos, afirma o executivo.
 
ALTERNATIVAS
E se os preços estarão nas alturas, o jeito é buscar alternativas para economizar, explica o economista Sérgio Tavares. “Em primeiro lugar, é importante pesquisar bastante, seja em lojas de rua, nos shopping centers e lojas on-line. Os preços costumam oscilar muito e dado o volume de itens a serem comprados, a economia pode ser boa para quem tem organização e disciplina neste sentido”.

Para quem se organizou, pagar à vista, em dinheiro, pode render um bom desconto. “O valor à vista nunca pode ser o mesmo do valor total parcelado”, orienta o diretor da STavares Consultoria Financeira.

Outra forma de economizar é conversar com outros pais, seja através de grupos e fazer compras conjuntas em livrarias, editoras e no atacado. Isso aumenta a probabilidade de conseguir preços menores.

Para o gerente de compras da Papelaria Palimontes, Gilmar Lima, a dica é antecipar o máximo possível as compras de material escolar porque o mercado não irá segurar preço por muito tempo. “O consumidor que optar por comprar neste momento ainda irá encontrar o preço de mercado, um preço justo com disponibilidade de todos os itens da lista escolar. Há muitas fábricas que já falam de falta de material para os próximos meses. Quem deixar para comprar mais à frente, poderá não encontrar diversos itens da lista de material escolar”, alerta.

Para facilitar para os pais, a papelaria oferece parcelamento no cartão em até dez vezes sem juros e desconto no valor à vista. “Eu já me programei para comprar todo material do meu filho à vista para obter um desconto melhor. As coisas ainda estão muito caras e como o João tem apenas 6 anos, ainda não está na idade das exigências, vou preferir pesquisar e comprar um com preço mais acessível”, diz a assistente financeira Livia Botelho.

*Com Agência Brasil e Leonardo Queiroz


 

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