O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que cria o Programa Gás dos Brasileiros, o chamado auxílio-gás, que vai subsidiar o preço do botijão para famílias de baixa renda.

A medida foi publicada nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial da União e ficará em vigor por cinco anos, contados a partir da abertura dos créditos orçamentários necessários.

Cada família beneficiada vai receber, a cada dois meses, o equivalente a 50% da média do preço nacional do botijão de 13 kg. Esse valor será estabelecido pelo Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nos seis meses anteriores, conforme regras que ainda serão definidas por decreto.

O auxílio será destinado às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo (R$ 550), ou que morem na mesma casa de quem recebe o Benefício de Prestação Continuada.

O custeio do gás será concedido, preferencialmente, às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência. A preferência de pagamento também será para a mulher responsável pela família.

O governo utilizará a estrutura do Auxílio Brasil para fazer os pagamentos do auxílio-gás. A operacionalização do programa social é feita pela Caixa Econômica Federal.
 
FONTE DE RECURSOS
O benefício será financiado com recursos dos royalties pertencentes à União na produção de petróleo e gás natural sob regime de partilha de produção, de parte da venda do excedente em óleo da União e bônus de assinatura nas licitações de áreas para a exploração de petróleo e de gás natural. Além disso, serão utilizados outros recursos que venham a ser previstos no Orçamento Geral da União e dividendos da Petrobras pagos ao Tesouro Nacional.

A lei tem ainda como uma das fontes de financiamento o montante que cabe à União da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que passará a incidir sobre o botijão de gás de 13 kg.

Aprovado no mês passado pelo Congresso, a previsão é que o benefício gere um custo de cerca de R$ 592 milhões e poderá atender dois milhões de famílias do CadÚnico.

*Com Agência Brasil