Vinculados à história da humanidade desde o Egito Antigo, quando eram usados em cerimônias religiosas de adoração aos deuses, incensos servem mais do que só para conectar mundo terreno e espiritual – propriedade na qual acreditavam os antigos – e perfumar ambientes. Quando elaborados com matérias-primas de qualidade, apresentam características terapêuticas: estimulação cerebral, aumento da concentração e limpeza de mágoas e energias negativas. 

Aromaterapeuta em Belo Horizonte, Elziane Paim explica que as propriedades estão ligadas às moléculas aromáticas das plantas presentes nas fórmulas. Quando liberadas pelo calor da queima, acessam nosso cérebro por meio do olfato, desencadeando diferentes processos químicos. “Os ganhos são inúmeros. Na meditação, pode proporcionar maior concentração e foco, trazendo benefício energético para corpo e mente. Por meio do aroma que fica no ambiente por algum tempo também são percebidos relaxamento, redução da ansiedade e do estresse e promoção de enorme bem-estar ao indivíduo”, diz a profissional da Âme Du Champ Aromaterapia, na capital. 
 
COMPOSIÇÃO
Elziane explica que é fundamental levar em conta a composição das receitas para se certificar das propriedades que serão obtidas. Diferentemente dos incensos naturais, que têm na formulação apenas plantas e/ou cascas, os artesanais podem conter desde resinas (neste caso, a goma arábica) a carvão vegetal, usado para dar “liga” à mistura transformada em vareta – tipo mais usual. Algumas marcas também costumam acrescentar aromas sintéticos e até benzeno nas formulações. 

Especialistas também recomendam utilizá-los preferencialmente em ambientes abertos, com ventilação mínima. Embora não haja estudos que comprovem malefícios, o hábito de inalar a fumaça, mesmo que de boa qualidade, por muito tempo, pode fazer mal à saúde.