Alguns filósofos dizem que “mães são escolhidas”. E que para cada uma é dada uma missão. Neste Dia das Mães, O NORTE mostra histórias de cinco mulheres especiais, não só pelo amor que nutrem pelos filhos, mas também pela dedicação incondicional com eles, muitas vezes superando barreiras que parecem intransponíveis.

A jornalista Denise Jorge engravidou aos 19 anos. Na época, ainda estava na graduação, com planos de sair com os amigos, viajar e investir na carreira. Mas tudo mudou com a chegada do Luís Otávio, hoje com 5 anos.

“Quando ele fez um ano, comecei a perceber uma mudança no comportamento. Já não olhava mais em meus olhos e não queria tentar falar ou repetir palavras. Não sabia brincar com brinquedos da forma convencional”, recorda a jornalista, que percebeu no menino características de autismo, e hoje se divide entre carinhos e cuidados com o herdeiro especial.
 
CUMPLICIDADE
Basta olhar Daniela com João Vitor para perceber a conexão entre os dois. O garotinho de 5 anos tem paralisia cerebral – consequência de complicações no nascimento. A falta de oxigênio no parto deixou sequelas na parte motora da criança.

“Larguei tudo por ele e não me arrependo de nada”, afirma Daniela Andrade Rodrigues dos Santos.

A segunda gestação de Geaninni Kelly de Jesus foi “um susto”: aos quatro meses de gravidez, por meio do ultrassom, os médicos descobriram que o bebê tinha mielomeningocele (espinha bífida).

Ainda dentro da barriga da mãe, Anthonny Samuel precisou passar por uma correção cirúrgica, feita em São Paulo. Geaninni lembra que nessa época teve que largar o trabalho para esperar a chegada do filhote, que hoje está com 3 anos.

“Amamos todos os nossos filhos, mas ter uma criança especial é uma transformação humana, pois encontramos forças para encarar muitos obstáculos por eles, se for possível o mundo”, diz Geaninni.

HEROÍNA
“Minha super-heroína favorita é minha mãe”, afirma Adrian Paulo Rodrigues, que ama super-heróis e sonha ser policial militar. O menino de 10 anos sofreu três acidentes vasculares cerebrais e ficou com uma série de complicações. Entre elas, a paralisia das pernas.

Ele também é portador de anemia falciforme – doença caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos e que o obriga a receber sangue a cada 21 dias.

“Sabe a insônia que as mães têm com recém-nascidos? Ela passa, à medida em que os bebês vão crescendo. Mas para a mãe de uma criança especial, a incerteza, a insônia e o desejo de tudo melhorar nunca passam”.  

Na gravidez, a farmacêutica Magda Marinela já sabia que seria uma mãe especial. Esperando gêmeos, descobriu em um ultrassom que um dos bebês havia sofrido um AVC. Como consequência, Arthur ficou com hemiparesia (paralisia em um lado do corpo) e o irmão, João Victor, também teve sequelas.

“Quando os dois nasceram, descobrimos que tinham necessidades especiais. Então, procurei outras mães para saber como lidar com a situação”, recorda Magda, uma verdadeira leoa para defender a prole. “Não trate meus filhos diferente por causa dos problemas deles. Brigo para que sejam tratados de forma normal”, diz.