As baixas temperaturas prometem predominar no país até agosto e o clima frio chama a atenção para os cuidados com os pets no inverno. Roupinhas, cobertores, banho quente e uma secada mais caprichada após a ducha estão entre as atenções que devem ser dispensadas aos animais de estimação nesse período.

O médico veterinário PhD e neurologista Alex Portes Gomes, que atua no Hospital Veterinário Renato de Andrade, em Montes Claros, explica que este período é marcado pela alta incidência de casos de gripe. “Tanto em cães quanto nos gatos. Existe uma vacina que os protege dessa doença e, por isso, é importante manter a carteira de vacinação em dia”, alerta o profissional.

E para quem gosta do companheiro bem cheiroso, são necessários alguns cuidados com banho. “A recomendação é fazer a higiene do cão pelo menos uma vez por semana. No entanto, no inverno, isso pode variar. Dar preferência às horas mais quentes do dia, usando secador no jato morno, evitando que o seu amigo fique molhado por muito tempo. Quanto aos felinos não há necessidade dos banhos pelos hábitos de higiene e limpeza natural deles”, diz Alex.

REAÇÃO
As quedas bruscas de temperaturas nesses últimos dias devem seguir pelo próximo mês. Então, é preciso observar a reação, principalmente dos cães, que são mais sensíveis ao frio. Tremores pelo corpo, temperatura do corpo muito baixa – é possível identificar pelas orelhas, focinho e almofadinhas das patas –, passar muito tempo deitado e encolhido em locais mais escondidos, dormir mais do que o normal são alguns dos sinais de que eles estão desconfortáveis. Outros indícios são choramingos constantes, por onde vão, e respiração mais lenta do que o habitual.

É muito importante manter os pets abrigados do frio, fornecendo uma casinha e uma cama quentinha com coberta. Usar roupinhas também ajuda muito. Pode-se também promover atividades físicas dentro de casa, evitando passeios nos horários de maior queda da temperatura.
 
SEM TOSA
Segundo o veterinário, nessa época não se deve tosar o pet, pois os pelos servem para aquecê-lo. É muito importante também evitar brincadeiras com gelo e frutas congeladas, principalmente com os filhotes e os cães idosos. Não há, no entanto, a necessidade de mudar a alimentação deles.

EXERCÍCIO
Para a médica veterinária Mariana Cotta, é necessário levar os pets para exercitar mesmo no frio. “Os exercícios fazem bem para a saúde do animal, evitando obesidade. Além disso, eles precisam gastar energia, o que eleva a temperatura corporal, dentre outros benefícios. No entanto, é bom evitar os horários mais frios”, ensina.

Mariana, que se formou na Funorte, lembra que os cães idosos merecem mais atenção, pois têm diminuição natural dos pelos com a idade e tendem a ter maior dificuldade de manter o calor corporal.

Além de ficar aquecida, a pequena Sol, de 2 anos, é puro charme com as roupinhas que Vanessa Rodrigues, de 25 anos, coloca nela. “Eu já deixo a roupinha de frio dela pendurada na cadeira e é só chegar o fim da tarde, período que esfria mais o tempo, ela começa a choramingar e latindo para a roupinha. É nítida também a tristeza e mudança de comportamento querendo só dormir e encolhida nos cantinhos”, conta.

Outro cuidado que Vanessa toma nessa época é com o banho. “Mando para o petshop de 15 em 15 dias e, nesse período, eu espero dar uma esquentada para enviá-la. Observo também que toda manhã ela passa parte do tempo deitada no sol se esquentando. Realmente, é um grande cuidado que temos que ter a partir do momento que decidimos adotar um animal”, diz.