Pesquisa nacional divulgada pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), sobre perspectivas e mudanças de hábitos de clientes bancários do país em relação ao período pós-pandemia da Covid-19, traçou com precisão as características do que já se convencionou chamar de “novo normal” na sociedade – especialmente no que tange ao consumo. 
 
Um dos resultados, por exemplo, aponta que quase a metade (46%) dos mil entrevistados, ouvidos entre 1º e 3 de junho em todas as regiões do país, pretende reduzir a ida a bares e restaurantes – que devem ser reabertos em Montes Claros na quinta-feira –, mesmo que haja queda no volume de mortos e pacientes e a despeito de medidas de segurança adotadas pelos estabelecimentos. 
 
Praticamente o mesmo percentual (45%) pretende diminuir a frequência aos shoppings. Ainda quanto a aspectos comportamentais, no levantamento, intitulado Observatório Febraban, 45% das pessoas disseram que dedicarão mais tempo à família e aos filhos quando a pandemia passar. Para 37%, as viagens, a turismo ou negócios, serão reduzidas devido ao temor de contaminação por novas ondas da doença. 
 
LADO POSITIVO
Apesar de mostrar cautela acentuada entre os entrevistados, o estudo também trouxe dados positivos: 49% do público ouvido, por exemplo, acredita que conseguirá recuperar as próprias finanças em até um ano, após os estragos da pandemia. 
 
A maioria desses (28%) estima que a recuperação ocorrerá em um período de seis meses a um ano, enquanto uma parcela menor (21%) espera retomar em menos de seis meses a situação financeira que tinha antes da pandemia.
 
Em relação às faixas de renda, os brasileiros que projetam a recuperação em até um ano são os que estão na faixa intermediária, de dois a cinco salários mínimos, sendo que 56% deles esperam alcançar a recuperação financeira em até um ano. O nível é mais alto do que a categoria de até dois salários mínimos (46%), porém mais baixo do que na faixa superior a cinco salários mínimos (50%).
 
Segundo a Febraban, no geral, os resultados do primeiro “Observatório” podem ser classificados como otimistas. Teriam dado “uma pista de que existe uma demanda reprimida, que pode ajudar em uma recuperação mais rápida da economia”, conforme pontuou, em nota, o presidente da federação, Isaac Sidney.