O remake de “Final Fantasy VII” enfim tem uma data de lançamento. A estreia foi anunciada na E3, que aconteceu em Los Angeles. Ele até já figura na PSN para pré-venda, ao preço de R$ 249 para PS4. Segundo a empresa, chega em 3 de março de 2020. Um pouco mais de espera para quem já rói as unhas pelo game há quatro anos.

Publicado originalmente em 1997, o game é considerado um dos melhores RPGs de todos os tempos. Em 2015, o estúdio japonês anunciou, na E3, uma reedição. Posteriormente confirmou que seria um remake. Totalmente novo, com jogabilidade aprimorada, mas fiel à narrativa original. É mais ou menos o que a Capcom fez com “Resident Evil 2”, que é preciso dizer que ficou excelente.
 
EVOLUÇÃO DO RPG
Mas discorrer sobre como será o game é fazer previsões levianas. E contar o fim é maldade com quem não jogou o original. Mas fato é que “Final Fantasy VII” foi o ponto alto do desenvolvimento de games de longa duração. Evolução que surgiu da carência de recursos técnicos dos consoles.

Nos anos 1980 e início dos 1990, games para computador se diferenciavam dos de console pela capacidade de salvar o progresso do jogo. Essa façanha permitia que jogadores pudessem se aventurar em games de longa duração como “The Secret of Monkey Island”.

O jogador poderia jogar por horas e, quando se cansasse, clicava no botão Save e pronto. Poderia voltar minutos mais tarde ou até mesmo anos mais tarde que o jogo estaria esperando.

Já quem jogava em consoles, caso quisesse finalizar o game, tinha que ir do início ao fim numa tacada só. Quem zerou “Super Mario 3” sabe bem o que é isso.

Nos consoles, um paliativo para que o player pudesse continuar o jogo de onde parou eram os passwords, códigos pré-definidos ao fim de fases. Ajudavam, mas não davam liberdade ao jogador para salvar quando quisesse. A solução foram as baterias (embutidas nos cartuchos). Elas mantinham os dados preservados, mesmo com o videogame desligado. Títulos como “Phantasy Star” e “Chrono Trigger” eram dotados de tal capacidade.

Mas a grande sacada ocorreu em 1995, quando a Sony lançou junto com o PlayStation o Memory Card (o avô do pen drive). Um cartuchinho que permitia salvar vários games, uma vez que não era possível alterar os dados do CD-ROM.

Assim, a combinação do CD com o cartão de memória tornou possível um dos melhores jogos de todos os tempos.