Aqueles que pensaram que o Cruzeiro voaria baixo, como se deu no Campeonato Mineiro e na fase de grupos da Libertadores, e que o Atlético iria decolar rumo a um destino de glórias, algo bem diferente do que foi em grande parte do primeiro semestre, teve uma decepção proporcional à expectativa. O momento é de turbulência, tanto na Toca, quanto na Cidade do Galo.

Na Raposa, o peso é até maior, pelo fato de o elenco celeste ser apontado, desde o início da temporada, como um dos quatro melhores do Brasil.

Além de manter a base campeã da última Copa do Brasil – algumas peças deixaram o clube, é verdade, como o zagueiro Manoel e o meia-atacante Arrascaeta –, o Cruzeiro abriu os cofres para aumentar ainda mais a qualidade de seu plantel com as contratações de Marquinhos Gabriel, Rodriguinho e Pedro Rocha, considerados ótimas opções de ataque. E todos eles brilharam na campanha do Mineiro.

Angariar o título estadual de forma invicta e os 100% de aproveitamento nos cinco primeiros jogos que disputou na Libertadores – sem levar gol – ratificaram a condição de um dos favoritos aos principais torneios do ano.

No entanto, a queda brusca de rendimento nas quatro primeiras rodadas da Séria A, na estreia da Copa do Brasil – o empate em 1 a 1 com o Fluminense, no Macaranã, na última quarta-feira – e no revés para o Emelec, que tirou do time a melhor campanha na fase de grupos da Libertadores – a marca ficou para o Palmeiras – diminuíram a empolgação de boa parte da torcida celeste.

Mesmo a defesa cruzeirense, tida como um dos pontos fortes da equipe, começou a ser questionada. Nos últimos três duelos do Cruzeiro na temporada, foram duas derrotas e um empate, em que o time sofreu seis gols ou dois tentos a cada 90 minutos.

Em termos ofensivos, a partida diante do Flu provocou um susto a mais. Apenas uma finalização em todo o embate – embora tenha resultado no gol.
 
ALVINEGRO
Já o Galo está longe de viver uma lua de mel com sua torcida. Nem mesmo a liderança alcançada no Brasileirão, após as três primeiras rodadas – nove pontos conquistados – foi capaz de fazer com que a Massa abraçasse o Atlético.

Isso ficou notório pelo público aquém do esperado no duelo com o Palmeiras, pela quarta rodada. Apenas 24.368 torcedores assistiram à derrota do Galo por 2 a 0, no Mineirão, no último dia 12. No empate em 0 a 0 com o Santos, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, somente 11.176 aficionados compareceram ao Independência.

A irregularidade dos setores do time e os erros individuais geraram as primeiras ‘vítimas’ da torcida atleticana. Jogadores como Fábio Santos, Guga e até mesmo Victor sofreram vaias em algumas oportunidades. Outro que está no olho do furacão é o atacante Ricardo Oliveira. Considerado ‘soberano da posição’ pelo técnico Rodrigo Santana, o avante está há quatro jogos sem marcar gol – nas duas últimas em que esteve em campo, sequer finalizou a gol.

Diante desse cenário obscuro, esperava-se que a cúpula alvinegra anunciasse alguns reforços para o prosseguimento da temporada. Porém, isso ainda não aconteceu. Enquanto isso, Rodrigo Santana tenta tirar o máximo que pode da equipe.
 
DESAFIOS
Amanhã, Cruzeiro e Atlético retornam a campo para uma nova chance de iniciar uma volta por cima. A Raposa reencontra o Fluminense, desta vez pela quinta rodada do Brasileiro, às 18h, no Maracanã, mesmo palco do confronto passado, pela Copa do Brasil. Por sua vez, o Galo recebe outro carioca, o Flamengo, às 19h, no Independência.

Será que os mineiros irão voar baixo desta vez? Façam suas apostas!