O sufoco vivido pelo Atlético na última segunda-feira, quando encerrava o seu prazo para pagar a dívida de mais de R$ 13 milhões que foi parar na Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), referente à compra do meia-atacante Maicosuel, em 2014, é mais que um recado ao Cruzeiro, que no próximo dia 31 precisa quitar débitos de cerca de R$ 26 milhões na entidade, relativos às contratações de três jogadores: Willian (atacante), Caicedo (zagueiro) e Denílson (volante). Todos eles vieram para a Toca da Raposa II na gestão de Gilvan de Pinho Tavares.

No último sábado, o presidente do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, Saulo Fróes, revelou em entrevista à Rádio Itatiaia a existência de Planos A, B e C para a quitação da dívida de cerca de R$ 26 milhões que o clube tem de pagar até o final do próximo mês.

Dentro do que viveu o Atlético, o Plano A do Conselho Gestor celeste já pode começar a ser abandonado. Segundo Saulo Fróes, o superintendente jurídico do Cruzeiro, Kris Brettas, vem tentando junto à Fifa o parcelamento das dívidas, em seis ou oito vezes.

Esse tipo de situação foi buscada também pelo Atlético, mas sem a menor sinalização da Fifa de que a proposta seria aceita, o que realmente não aconteceu.
 
SOLUÇÃO
O Conselhor Gestor do Cruzeiro busca uma alternativa, que seria o Plano B, para fazer o pagamento integral aos clubes. Sem considerar juros, impostos e outras taxas, a dívida com o Zorya, da Ucrânia, pelo atacante Willian, é de R$ 10,5 milhões. Da contratação do zagueiro Caicedo, ao Independiente del Valle, do Equador, a Raposa ainda deve cerca de R$ 5 milhões. O Al-Whada, dos Emirados Árabes Unidos, tem de receber R$ 4,5 milhões pelo empréstimo do volante Denílson.
 
EMPRÉSTIMO
“Se a gente fosse seguir até o final do ano, pegaria um empréstimo com integrantes do próprio Conselho Gestor assinando como avalistas. Mas vamos sair em 1º de junho. Ficaria para o próximo presidente pagar. E se ele não paga?”, analisa um dos integrantes do Núcleo Dirigente Transitório cruzeirense.

A saída agora é buscar alguma forma de levantar o valor numa instituição bancária, mas com outra garantia. “De repente pode ser com a participação numa venda futura com algum jogador sendo dado de garantia. Esse tipo de operação a Fifa permite. Não pode é repassar os direitos econômicos de atleta diretamente”, afirma o dirigente. 

Os responsáveis pela área financeira do Cruzeiro tratam dos contatos com os bancos para tentar o dinheiro. Na entrevista à Rádio Itatiaia, Saulo Fróes falou ainda em um Plano C, mas ele não foi detalhado. De toda forma, não pagar a dívida de R$ 26 milhões no final do mês que vem pode gerar punição esportiva ao Cruzeiro, e ela seria na Série B do Campeonato Brasileiro.