As redes sociais reúnem uma avalanche de críticas e até hostilidades aos camisas 9 de Cruzeiro e Atlético. “Cone”, “poste”, “velho” e tantos outros termos tornaram-se pejorativos para rotular os atacantes Fred, da Raposa, e Ricardo Oliveira, do Galo, que, apesar do faro de gol apurado no passado, passam por um jejum de tentos proporcional à desaprovação de seus torcedores.

Coincidentemente, os dois centroavantes sofrem com a mesma seca de gols: cada um deles está há 12 partidas sem balançar as redes. Isso mesmo, 12! Não à toa perderam a titularidade de suas respectivas equipes – embora Fred tenha iniciado o clássico da última quarta-feira, no lugar de Thiago Neves, desfalque de última hora, por não reunir condições físicas ideais.

Há quase três meses que eles falham na missão de superar goleiros adversários, algo considerado “imperdoável” para quem tem como principal ofício marcar gols.
 
ARTILHEIROS EM XEQUE
A última vez que Don Fredon marcou foi no dia 23 de abril, quando a Raposa bateu o Deportivo Lara, no Metropolitano de Lara, na Venezuela, por 2 a0, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores. Depois disso, passou em branco em oito duelos do Brasileirão (Flamengo, Ceará, Goiás, Inter, Fluminense, Chapecoense, São Paulo e Botafogo) e dois pela Copa do Brasil (dois contra o Flu e dois ante o Galo).

O mais irônico é que Fred, o maior artilheiro da história dos pontos corridos, com 142 gols, ainda não estufou as redes na atual edição.

Já o Pastor não sabe o que é marcar gol desde 27 de abril. Na ocasião, ele anotou um dos tentos do triunfo alvinegro em cima do Avaí, por 2 a 1, pela primeira rodada do Brasileiro.

De lá para cá, construiu um jejum que reúne oito duelos da Série A (Vasco, Ceará, Palmeiras, Flamengo, Grêmio, Santos, São Paulo e Chapecoense), três da Copa do Brasil (dois embates com o Santos e um com o Cruzeiro) e um da Sul-Americana (La Calera, do Chile). E olha que diante da Chape, quando foi titular, Oliveira desperdiçou uma penalidade.

Neste fim de semana, terão mais uma chance de dar fim a esse martírio. O Cruzeiro encara o Bahia, em Salvador, no sábado. E o Galo, o Fortaleza, no domingo, no Horto.