O argentino Jorge Sampaoli chegou ao Atlético em março do ano passado como símbolo maior de uma nova era que o clube pretende viver, voltando à rota das grandes conquistas. Menos de um ano depois, deve vivenciar neste domingo, diante do Sport, às 16h, na Ilha do Retiro, a reta final de um projeto abortado, que está longe de ser um fracasso, mas que mesmo assim decepcionou a gente atleticana, que chegou a sonhar com o título do Campeonato Brasileiro, que o clube conquistou uma única vez e há quase meio século.

Nome que interessa ao Olympique de Marselha para substituir o português André Villas-Boas, que deixou o clube francês no último dia 2 por não concordar com a contratação do meia Olivier Ntcham, que estava no Celtic, da Escócia, Sampaoli ainda não comunicou oficialmente ao Atlético sua saída.

De toda forma, segundo informações da Rádio Itatiaia, já avisou ao proprietário do imóvel onde mora, em Lagoa Santa, que não renovará o contrato e teria ainda colocado seu carro à venda. 
 
DUAS ALEGRIAS
Jorge Sampaoli chegou à Cidade do Galo badalado e com plenos poderes. Após três temporadas em que os treinadores experientes decepcionaram e os jovens não conseguiram regularidade, o Atlético viu seus investidores apostarem alto para o clube ter no comando um dos técnicos mais badalados da América do Sul no momento.

Em menos de um ano, a avaliação interna, por mais que não seja exposta, é de que houve um erro no excesso de poderes dados ao treinador.

Além disso, há decepção com várias indicações feitas por ele na montagem de um grupo novo, com mais de R$ 200 milhões sendo investidos pelos apoiadores.

Colocando na balança, pode-se afirmar que Jorge Sampaoli, pelo menos internamente, foi o treinador de duas alegrias no Atlético. Uma na chegada; outra agora, com a iminente saída.

Isso porque, entre os dirigentes, a avaliação é de que apesar de toda a capacidade tática e técnica do argentino, o ambiente foi sendo perdido por ele com o passar do tempo e chegou a um nível de não se ver futuro no trabalho. 
 
OBJETIVOS
Fora da briga pelo título, o Atlético joga as duas rodadas finais do Campeonato Brasileiro para garantir uma vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores 2021, o que o obriga a integrar o G-4, e a melhor premiação possível.

Na Série A, 30% da cota de TV são distribuídos de acordo com a colocação final da equipe. O máximo que o Galo pode alcançar é a segunda posição, o que lhe garantiria R$ 31,3 milhões.

A pior colocação do Atlético pode ser sexto, com premiação de R$ 24,7 milhões.