Ao defender a permanência de Thiago Larghi no comando do time, o volante Elias argumentou que o treinador do Atlético “remontou a equipe duas, três vezes”. A última tem sido, entretanto, uma engrenagem obstruída numa campanha de oscilação após a Copa do Mundo.

Um dos pontos observados pelo técnico, após tropeço perante o América, foi a baixa produtividade dos reforços contratados durante a paralisação do Brasileirão em razão do Mundial da Rússia.

O Galo perdeu peças importantes como Bremer, Otero e Roger Guedes. Repôs com oito contratações entre junho e julho. Destas, apenas duas têm contribuições diretas no fim do primeiro turno e na atual segunda metade do Brasileirão: Chará e Zé Welison. Nenhum outro teve sequência de titular ou mesmo oportunidades para começar jogando.

Na visão de Larghi, falta a Terans, Nathan, Denilson e Leandrinho maior poder de decidir jogos ao lado dos elementos já “veteranos” de Atlético. Faltou citar o zagueiro uruguaio Rea, que sequer estreou no clube em dois meses da contratação junto ao Danubio.

“É um grupo que estava aqui e segue desempenhando um bom futebol. Mas precisamos acrescentar algo desses que chegaram. Eles precisam também resolver jogos e fazer as coisas diferentes. A maioria dos que chegaram foi de jovens. É momento de adaptação e precisamos somar. Ser mais agressivos na frente, definir jogos e contar com uma produtividade maior dos que chegaram”, afirmou Larghi.