
Celebrado em 8 de abril, o Dia Nacional da Natação evidencia como a prática deixou de ser uma atividade esporádica e se tornou parte da rotina de diversos públicos. Reconhecida pelo baixo impacto e pelos benefícios respiratórios, cardiovasculares e neuromotores, a natação tem atraído cada vez mais pessoas a centros especializados, impulsionando o crescimento da procura por aulas e treinamentos.
Na escola de natação, hidroginástica e hidroterapia da educadora física Zuleide Mesquita, a origem do trabalho está ligada a uma necessidade pessoal. “Meus filhos tinham problemas respiratórios e, por orientação médica, começaram na natação. Foi aí que tudo começou”, relata a proprietária. A iniciativa teve início em 1994, em Jaíba, e passou por Janaúba até se consolidar em Montes Claros.
Desde então, o espaço passou por mudanças estruturais e metodológicas. “Hoje a gente pensa em um ambiente mais acolhedor, com piscina aquecida, cobertura e um espaço mais lúdico para as crianças”, explica. Segundo ela, a abordagem também evoluiu. “A gente trabalha muito o lúdico com as crianças, para que o aprendizado aconteça de forma natural, sem imposição”.
Segundo a educadora física, os benefícios são percebidos no dia a dia. “A gente observa melhora na imunidade, no sono, na coordenação motora e até no desempenho escolar. Sem contar a questão emocional, que melhorou muito no pós-pandemia”, afirma Zuleide. A prática também costuma chegar por recomendação médica. “Recebemos muitas crianças com problemas respiratórios e também com autismo”, completa.
Thiago Grichevisk é pai da pequena Ana Luiza, e diz que matriculou a filha na natação principalmente por causa da segurança aquática. “O método lúdico das aulas auxilia no desenvolvimento da disciplina e obediência, ensinando a seguir regras de forma prazerosa. Outro ponto que percebo é o fortalecimento do vínculo afetivo e da confiança mútua entre ela e nós, pais, durante a prática”, garante.
Do ponto de vista da gestão, o cenário também mudou. Segundo o gerente Guilherme Cavalcanti, a procura cresceu e deixou de ser concentrada em períodos específicos. “Antes era mais sazonal, mas agora a gente percebe um crescimento contínuo. Mesmo em épocas de frio ou férias, a demanda continua alta”, afirma. Em alguns casos, já há lista de espera.
O público é amplo, mas houve avanço mais expressivo entre crianças. “A faixa de 4 a 7 anos cresceu bastante. E também aumentou muito a procura por natação para crianças autistas”, destaca. Para ele, a motivação principal varia conforme o perfil. “Para crianças, pesa muito a segurança aquática e a saúde. Já na hidroginástica, a recomendação médica ainda é um fator importante”.
A estrutura do espaço acompanha essa diversidade. “A gente organiza as turmas por idade e nível. Já a hidroginástica tem horários fixos ao longo da semana”, explica Guilherme. A equipe, segundo ele, vai além da formação técnica. “A gente busca profissionais que saibam se comunicar bem, tenham didática e consigam trabalhar de forma lúdica, principalmente com crianças”.
