Além da sua maior crise, pois ela é financeira, institucional e técnica, o ano de 2020, o da véspera do centenário do Cruzeiro, entrará para a história do clube pelas eleições. E hoje haverá mais uma, entre 15 e 20h, no Parque Esportivo do Barro Preto, apenas para referendar a continuidade no cargo do advogado Sérgio Santos Rodrigues, que é candidato único.

Ele assumiu o cargo em 1º de junho, depois de vencer o empresário Ronaldo Granata em pleito realizado em 21 de maio. Nesta mesma data, foi eleita a mesa do Conselho Deliberativo, que terá disputa no mês que vem.

Paulo César Pedrosa, que preside o órgão, não pode concorrer à reeleição e seu grupo deve ser representado pelo seu vice, Nagib Geraldo Simões. O nome mais forte da oposição é o empresário Giovanni Baroni, segundo colocado na votação de 21 de maio.

Em dezembro, mais uma eleição, dessa vez para se escolher conselheiros efetivos e suplentes do quadro do Conselho Deliberativo. De todos os pleitos, este será o único com a participação dos sócios. Mesmo assim, apenas os dos clubes sociais.

Além disso, ainda com o menor peso de voto entre todos os participantes. O voto do conselheiro benemérito vale seis vezes, do nato, cinco, do efetivo, quatro, do suplente, dois. O do sócio do Barro Preto ou da Sede Campestre vale apenas um.

A promessa é de que o sócio passará a ter uma participação maior na vida política do clube com o novo Estatuto. A expectativa é de que o texto seja publicado ainda esta semana, para que possa ser levado a votação pela Assembleia Geral, onde o peso dos votos é o mesmo da eleição para conselheiros efetivos e suplentes.
 
FUTEBOL
O maior desafio de Sérgio Santos Rodrigues é o mesmo de quando ele foi eleito em maio: tirar o time da Série B do Campeonato Brasileiro.

O Cruzeiro ocupa atualmente a zona de rebaixamento da competição.

Em 13 partidas, tem apenas 11 pontos conquistados, sendo que o clube iniciou a disputa com seis a menos, por punição imposta pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa).

No segundo semestre de 2016, a Raposa contratou, por empréstimo, o volante Denilson, que pertencia ao Al Whada, dos Emirados Árabes Unidos.

Em 19 de maio, dois dias antes da eleição de Sérgio Santos Rodrigues, venceu o prazo para o pagamento dos R$ 5,3 milhões. Sem a quitação, a entidade máxima do futebol aplicou a punição ao Cruzeiro, que iniciou a Série B com seis pontos a menos.

Isso aumenta o desafio do time agora comandado por Ney Franco.