Passados os dois primeiros terços do Brasileirão, o foco dos mineiros é fugir do rebaixamento. Mas por que Atlético e Cruzeiro lutarão contra o descenso na reta final do ano? A constante negativa da Raposa durante toda a competição e a queda brusca do Galo na parte do meio do campeonato explicam a situação dos dois clubes no momento.

Ao final da 13ª rodada da Série A, o Cruzeiro era o 18º colocado, mesma posição ocupada neste momento. Apesar de estar na mesma colocação 13 partidas depois, o desempenho da Raposa no segundo terço do torneio é ligeiramente superior àquele apresentado no início do Brasileirão.

A vitória contra o São Paulo na última quarta-feira, a primeira de Abel Braga à frente do Cruzeiro, foi a terceira da equipe nos últimos 13 jogos, uma a mais do que conquistou no primeiro terço da competição.

ABISMO
O abismo entre o desempenho do Atlético nos dois primeiros terços do Brasileirão diz muito sobre o momento vivido pelo clube. Ao final da 13ª rodada, o Galo já somava sete das suas nove vitórias. 

Naquele momento, o Atlético era o quarto colocado, com o mesmo número de pontos do Flamengo, que, agora, lidera a Série A com certa folga e está 29 pontos a frente do Galo. 

Outro número que mostra a queda atleticana nas últimas 13 rodadas é a diferença para a zona de rebaixamento, que caiu de 14 para seis pontos.
 
PROJEÇÃO
Se repetirem o desempenho que tiveram no segundo terço do Brasileirão nas últimas 12 rodadas, Atlético e Cruzeiro terminarão o campeonato com os mesmos 41 pontos e, certamente, terão fortes emoções na luta contra o descenso na reta final da temporada.

Para a sorte da dupla mineira, todos os indicativos apontam que a marca para escapar da Série B do próximo ano deve ser 41 ou 42 pontos, bem abaixo dos desejados 45.

Fica então a dúvida se Atlético e Cruzeiro manterão o desempenho das últimas rodadas e dependerão do baixo rendimento de seus concorrentes para não caírem para a Segunda Divisão, ou se a Raposa vai seguir melhorando seus números e o Galo vai voltar a viver bons momentos como no início deste início de Campeonato Brasileiro.
Hugo Lobão sob supervisão de Alexandre Simões