Há exatos 19 anos, o ex-atacante Marques entrava de vez para a história do Atlético no Campeonato Brasileiro. Principal xodó da Massa atleticana no hiato do pós-Reinaldo e pré-Ronaldinho Gaúcho, ele marcava, contra o Goiás, no Serra Dourada, o milésimo tento do alvinegro na competição.

Naquela ocasião, em confronto disputado em Goiânia, Marques ajudou o Galo a derrotar o Esmeraldino por 2 a 1. Com 386 partidas disputadas pelo clube, ele balançou a rede 133 vezes, se tornando o nono maior artilheiro da história atleticana. Cabe lembrar que o gol 1.000 foi contabilizado levando em conta o início do Brasileirão em 1971 e não em 1959, na chamada unificação, bancada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 2010.

Apesar de toda história criada dentro de campo, Marques atualmente não tem o nome falado na Cidade do Galo, principalmente após a demissão no início do ano, quando ocupava o cargo de gerente, na Era Rui Costa.

O desastroso início de temporada – com as quedas na Sul-Americana, para o Unión, da Argentina, e na Copa do Brasil, para o Afogados, de Pernambuco – causou a saída do ídolo, agora cartola, do diretor executivo e também do técnico venezuelano Rafael Dudamel. Com isso, o “Calango”, apelido dos tempos de jogador, passou a evitar os microfones e, desde então, não concede entrevistas.
 
GOL 2.000
No último sábado, foi a vez de Keno experimentar a sensação de anotar um “gol mil” pelo Atlético. Na vitória por 3 a 1 sobre o Grêmio, duelo no qual deixou o campo com o hat-trick, o atacante dobrou o feito de Marques. 

Se o milésimo demorou 30 anos para acontecer, o segundo milésimo precisou de 6.936 dias; pouco menos de 19 anos.

Cabe lembrar que, em 2017, na vitória por 4 a 3 sobre o mesmo Grêmio, o atacante Fred, atualmente no Fluminense, havia alcançado a mesma marca. Contudo, considerado o Brasileirão unificado. Com isso, podemos dizer também que Keno anotou os gols 2.121, 2.122 e 2.123.

“Fico feliz pelos gols, mas o mais importante são as vitórias. O Brasileiro é a competição de pontos corridos mais difícil do mundo, então temos que fazer cada jogo como se fosse uma final. Estou treinando muito bem. A forma física está voltando, como aconteceu em 2016 e 2018. É questão de tempo. Estou me adaptando muito bem nos treinamentos e a ter a confiança dos meus companheiros”, destaca o atacante, que agora é o artilheiro do Galo na temporada, com sete gols.

Sobre a pressão que terá a partir de agora, justamente por ter reencontrado o faro de gols, o atacante se mostra tranquilo. Ele sabe que, quando não estufar a rede, estará pronto para servir os companheiros.

“Pressão temos a todo momento. O torcedor sempre quer que joguemos bem e que façamos gols. Como o Sampaoli falou, todos têm que estar bem e preparados para um dia que eu não estiver. Não sou egoísta, então quero sempre ajudar meus companheiros para que também façam gols”, finaliza.