Ir do céu ao inferno é algo corriqueiro no futebol. Uma temporada de conquistas e de idolatria pode se transformar, no ano seguinte, em derrotas e críticas. Exemplos no Cruzeiro não faltam.

Fábio, Dedé, Léo, Egídio e Henrique tiveram papéis importantes nos títulos do Brasileiro (2013 e 2014) e da Copa do Brasil (2017 e 2018). Mas, depois de conhecerem o lado vitorioso do futebol, os atletas fizeram parte do maior vexame da história do time celeste – o rebaixamento para a Série B no ano passado. 

A queda para a Segunda Divisão é capaz de arranhar uma idolatria? As opiniões são divergentes no caso dos atletas citados. O Cruzeiro vive um ano de cortes profundos diante da maior crise de sua história. Demissões e reajustes salariais foram algumas ações criadas pelo Núcleo Dirigente Transitório para aliviar o caos econômico. 

Henrique e Egídio já tiveram suas situações concluídas e atuarão no Fluminense em 2020. Para o Cruzeiro, uma economia significativa na folha. 

O volante, capitão da Raposa nos últimos anos, deixa o clube depois de 516 partidas. Para muitos torcedores, mesmo com o rebaixamento, Henrique está marcado como símbolo de conquista. Mas há quem conteste e, além de destacar a temporada ruim do jogador no ano passado, ressalta o fato de ele deixar o clube em um momento crucial da história celeste.

No caso de Egídio, a situação financeira não é a única justificativa para a saída do lateral. O jogador era um dos mais criticados pelos cruzeirenses. 
 
INDEFINIÇÕES
Fábio, Léo e Dedé ainda discutem o futuro. Tantas vezes decisivo debaixo da meta celeste, tanto no tempo normal quanto em disputas de pênalti – vide duelos recentes na Copa do Brasil –, o jogador que mais atuou com a camisa cruzeirense (871 jogos) terá que “bater um pênalti”, segundo seu empresário, João Sérgio, que deixa a decisão exclusivamente nas mãos de seu cliente.

Léo, um cruzeirense de arquibancada na juventude, se reuniu com a diretoria ontem e deve definir a continuidade ou saída nesta semana.

Já Dedé, que teve a imagem arranhada no ano passado, sendo considerado um dos pivôs da saída do técnico Rogério Ceni, é considerado pela diretoria um jogador com potencial para ser emprestado ou vendido, o que, também, geraria um alívio nas finanças do clube.