É isso aí, finalmente o grito de bicampeão pôde ecoar da garganta dos atleticanos – 50 anos depois e com duas rodadas de antecedência. E é claro que a Massa alvinegra não ia perder a oportunidade de fazer uma grande festa, em todos os cantos de Minas Gerais.

Em Montes Claros, o ponto de concentração para celebrar a vitória sobre o Bahia, de virada, e a conquista do título do Brasileirão 2021 foi a avenida Deputado Esteves Rodrigues. A estimativa é a de que milhares de pessoas se reuniram no local na noite da marcante quinta-feira (2), que teve muitos fogos de artifício, buzinaço e cantoria.

E nesta sexta-feira, a camisa do Galo circulava por toda a cidade. O dia seguinte foi de afirmação, com crianças, jovens, adultos e idosos vestindo o “manto alvinegro”.

O torcedor louco e fanático Anderson Vieira Ramos, de 60 anos, conta que sofreu até o apito final, mas, depois de tantos anos com o grito de bi entalado na garganta, saiu aos berros: “O Galo é campeão!”.

“Estava entalado, mas, quem é atleticano sabe, sofremos, mas não somos torcedores comuns, somos atleticanos. É uma religião”, diz. Para ele, o bicampeonato é só o começo de uma nova era. “Daqui pra frente, virão muitos títulos, porque temos um ‘timaço’, uma organização, temos nome”, afirma, orgulhoso. 

Ao contrário de Anderson, que viu o Galo campeão em 1971, quando tinha 10 anos de idade, Guilherme Soares de Oliveira, de 20, é estreante na modalidade “campeão brasileiro”. “Nunca vi o título do Galo. Esperamos tanto tempo e tivemos tantos outros títulos e fomos vice várias vezes que, graças a Deus, hoje somos campeões do Brasil. E não dá para explicar, é uma emoção que não tem palavras”, conta, eufórico.