Em 1982, quando encerrou a carreira de jogador, no CSA, de Alagoas, o então zagueiro Luiz Felipe, que incorporaria o Scolari ao nome, iniciava uma das maiores trajetórias de um treinador na história do futebol brasileiro. Nesta terça-feira, quase quatro décadas depois, ele tem o time alagoano pela frente, às 21h30, no Independência. E busca uma arrancada que pode valer a ele muito mais que uma taça: o acesso do Cruzeiro à Série A.

E garantir o retorno celeste à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, depois de tudo o que o clube vive desde a última temporada, seria muito mais que um título.

A tarefa não é fácil. Nas dez partidas que ainda disputa pela Sério B, a Raposa precisa de no mínimo sete vitórias, sendo oito triunfos uma marca segura. O time é 11º colocado, com 38 pontos, sete a menos que o Sampaio Corrêa, que fecha o G-4, grupo que garante vaga na elite do ano que vem.

Com Scolari, o aproveitamento cruzeirense é de 69,4%, sendo que antes da sua chegada este número era de 39,6%.
 
CHANCES
As chances matemáticas de acesso do Cruzeiro, segundo o site Probabilidades no Futebol, mantido pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), são de apenas 10,8%.

Este cenário é a base do discurso até certo ponto pessimista de Felipão, que evita falar em acesso e destaca sempre a busca por uma marca segura contra o rebaixamento, por volta dos 42, 43 pontos.

Vencendo o CSA nesta terça-feira, o Cruzeiro chega aos 41 pontos. Segundo a UFMG, são de 76,3% as chances de se evitar a queda com esta marca.

No ano passado, por exemplo, com 40 pontos uma equipe evitou o rebaixamento à Série C.
 
REFORÇO
Um dos destaques deste Cruzeiro de Felipão, o atacante Willian Potker, recuperado de uma lesão muscular que o tirou dos últimos três jogos, poderá voltar ao time. E força ofensiva é tudo o que precisa uma equipe que tem de vencer sete ou oito partidas em dez.

De toda forma, é melhor não duvidar de Luiz Felipe Scolari, pois o treinador que já conquistou Copa do Mundo, Libertadores, Brasilei-rão, Copa do Brasil, Copa Mercosul, tem bagagem suficiente para incluir no currículo um acesso que pode valer como taça.