Panela de pressão é aquela na qual os alimentos são cozidos a temperaturas acima do ponto de ebulição da água, à pressão ambiente, possibilitando, assim, um tempo de cozimento reduzido. Levando para o linguajar do futebol, é a exata sensação que Abel Braga e Vágner Mancini, técnicos de Cruzeiro e Atlético, respectivamente, vivem no momento.

No lado alvinegro, o estreante da noite tem, a partir das 19h15, contra o CSA, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, o primeiro capítulo como substituto do demitido Rodrigo Santana, que ocupava a função desde abril e caiu no último domingo. 

Contratado para “apagar incêndio”, ele sofre com a rejeição de grande parte da torcida; além de colecionar participações em rebaixamentos (cinco), ele foi o técnico do famoso 6 a 1 do Cruzeiro, sobre o próprio Atlético, em 2011. 

“Por opção minha, acertamos só até o fim do ano, para focar naquilo que estamos vivendo hoje. Em 2020, ninguém sabe”, disse Mancini, já em Alagoas. “Fiz questão de vir a Maceió, já conversei com os atletas, mesmo tarde da noite. Acho importante que você vista a camisa o mais rápido possível”, acrescentou.

Em situação complicada no Campeonato Brasileiro, o Atlético amarga a 11ª colocação, com 31 pontos. Em 33 disputados, o time conquistou apenas quatro. A gota d’água para mudança de técnico foi na derrota por 4 a 1 para o Grêmio, em pleno Independência.
 
FOGUEIRA
Já do lado celeste, paz também não faz parte dos dias de Abel Braga. Acionado há pouco mais de 20 dias para recolocar a Raposa nos trilhos e tirá-la da zona de rebaixamento, o treinador até o momento não teve êxito na missão.

Hoje, a partir das 21h, no Mineirão, ele comandará o Cruzeiro pela quinta vez desde que foi contratado. Contra o São Paulo, buscará a primeira vitória desde então.

Com 22 pontos em 75 disputados na atual edição da elite do Nacional, a equipe cruzeirense amarga a 18ª posição na tabela e vê o Ceará, primeiro fora do Z-4, somar quatro a mais.

Torcer para que o rival derrote o CSA, inclusive, vira uma das missões para os cruzeirenses. Caso o Atlético vença em Alagoas, evitaria que os alagoanos cheguem aos 28 pontos e também respirem no torneio.