Desde que regressou ao Cruzeiro, Rafael Sóbis vem infernizando a vida de adversários, dando uma “sobrevida” ao time celeste na Série B do Campeonato Brasileiro e, com isso, mantendo viva a esperança da China Azul na luta pelo acesso à elite do futebol nacional. 

Contra o Avaí, nesta sexta-feira (18), às 20h15, na Ressacada, o atacante volta a ser a principal arma ofensiva da Raposa, mas vai precisar da ajuda de outros atletas do setor, algo que não ocorreu recentemente.

Considerando os três últimos jogos do Cruzeiro, Sóbis foi a única peça do ataque a balançar a rede, e isso veio a acontecer no empate em 1 a 1 com o CSA, no Mineirão. O outro gol anotado pela equipe neste período foi do zagueiro Ramon, após assistência do volante Machado, no triunfo por 1 a 0 em cima do Vitória – o confronto que iniciou essa trinca terminou em 0 a 0, contra o CRB.

Ou seja, se Sóbis assumiu a condição de protagonista, cabe a outros jogadores da linha de frente, no mínimo, se tornarem coadjuvantes de luxo, caso o time queira mesmo brigar por uma vaga no G-4.

Airton, por exemplo, está devendo um melhor futebol. Nome importante no início desta segunda passagem de Felipão na Toca, o jovem atacante está há quase um mês sem marcar: a última vez ocorreu no empate em 1 a 1 com o Figueirense, no dia 20 de novembro, quando anotou seu quarto tento na Série B.

Outros que amargam um jejum de, no mínimo, um mês são Welinton, Pottker e Marcelo Moreno. Arthur Caíke, por sua vez, não detém um jejum tão longo, pois estufou a rede em 5 de dezembro, nos 4 a 1 em cima do Brasil de Pelotas – nesta partida, Sóbis fez dois, sendo um do meio de campo.

Caíke e Giovanni, que vem recebendo elogios de Scolari, não são presenças garantidas entre os 11 principais nesta noite.

O certo é que se quiser continuar a sonhar com a Série A, o Cruzeiro tem que fazer seu ataque funcionar novamente e não deixar tudo nas costas de Sóbis.