Fundamentais para o funcionamento do time coletivamente, do ponto de vista individual os atacantes Gabriel e Bruno Henrique, do Flamengo, travam uma batalha entre eles para igualar uma marca que foi alcançada apenas pelo centroavante Coutinho, do Santos, na temporada de 1962: ser artilheiro e campeão do Brasileirão e da Copa Libertadores na mesma temporada.

O Flamengo decide a Libertadores no próximo sábado, quando encara o River Plate, da Argentina, em jogo único, às 17h (de Brasília), no Estádio Monumental, em Lima, no Peru.

Há 57 anos, aquele que é apontado como o maior parceiro de Pelé foi protagonista na conquista santista da primeira Libertadores da história do futebol brasileiro. Coutinho foi o goleador do torneio sul-americano com seis gols, sendo dois deles na primeira partida decisiva contra o Peñarol, do Uruguai, quando o Peixe venceu por 2 a 1, de virada, dentro do Estádio Centenário, em Montevidéu.

Depois da artilharia da Copa Libertadores, Coutinho liderou a lista de goleadores da Taça Brasil, que em 2010, com a unificação de títulos promovida pela CBF, foi equiparada ao Brasileirão. 
 
GOLEADORES
Depois de 1962, em 25 edições da Copa Libertadores, o Brasil teve o artilheiro da competição ou pelo menos um jogador entre os goleadores principais. Mas nunca mais o feito de Coutinho foi alcançado.

O máximo que se teve foi o mesmo clube com os artilheiros das duas competições sendo do mesmo clube. E o Flamengo faz parte dessa história.

Em 1981, ano em que alcançou uma Tríplice Coroa, pois venceu o Campeonato Carioca, a Libertadores e o Mundial Interclubes, o rubro-negro da Gávea teve o goleador da competição sul-americana (Zico) e do Campeonato Brasileiro (Nunes).

Essa dobradinha voltou a acontecer em 2002, com o Grêmio, que não ganhou nenhum título nacional ou internacional na temporada, mas teve o artilheiro da Libertadores (Rodrigo Mendes) e um dos goleadores da Série A (Rodrigo Fabri).
 
BATALHA
A maior chance de igualar a façanha de Coutinho está com Gabriel, goleador isolado da Libertadores, com sete gols, e da Série A, com 22. O vice-artilheiro das duas competições é Bruno Henrique, que balançou a rede cinco vezes na competição internacional, e 18 no Brasileirão.

Gabriel e Bruno Henrique brigam ainda por uma marca que só foi alcançada sete vezes, que é a artilharia e o título da Libertadores no mesmo ano. E o futebol mineiro faz parte dessa história. Depois de Coutinho, em 1962, a façanha foi repetida por Palhinha, do Cruzeiro, em 1976.

A última vez que o Brasil ganhou a Libertadores e teve o artilheiro da competição foi em 2013, com o Atlético, de Jô.

Depois de Palhinha e antes de Jô, foram artilheiros e campões da Libertadores Zico, do Flamengo, em 1981; Palhinha, do São Paulo, em 1992; Jardel, do Grêmio, em 1995; e Fernandão, do Internacional, em 2006.