
Na terça-feira (25), a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), lançou oficialmente o Centro de Excelência do Semiárido — Sertão. Com um investimento de R$ 20 milhões da Fapemig, que será distribuído ao longo de cinco anos, o Centro Sertão visa desenvolver soluções científicas e tecnológicas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, combater a desertificação e fomentar o desenvolvimento sustentável na região Norte de Minas Gerais.
A cerimônia foi presidida pelo reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, juntamente com o presidente da Fapemig, Carlos Alberto Arruda de Oliveira. O evento contou com a presença do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo de Oliveira Lopes Cançado, além da gestão superior da Unimontes, empresários, representantes da comunidade acadêmica, pesquisadores e autoridades.
O reitor da Unimontes, professor Wagner de Paulo Santiago, explicou que esse é um momento especial para a universidade e uma oportunidade de mostrar que o sertão também sabe fazer ciência e tem soluções para qualquer desafio. “Temos pesquisadores comprometidos, que fazem ciência de ponta e já desenvolvem pesquisas com excelência. Esse centro vem coroar esse trabalho, mostrando que temos pesquisas que podem ajudar quem precisa. Nossa ideia é que a pesquisa não fique presa na universidade, mas que vá além dos muros, alcançando quem precisar”, disse.
“Foi uma ideia com apoio total da Fapemig, com R$ 20 milhões investidos ao longo dos próximos cinco anos. Aproveitamos para dizer que já estamos articulando um próximo centro de excelência na área da saúde, especificamente para trabalhar com doenças negligenciadas, também com apoio da Fapemig”, completou o reitor.
A professora Maria das Dores Veloso, pró-reitora de Pesquisa da Unimontes, explicou que o Centro de Pesquisa é de extrema importância para a região por reunir todas as nossas excelências e pesquisadores. “Que possamos associar a internet, a inteligência artificial e melhorar a qualidade da pesquisa e o acesso a essas informações para todas as comunidades. Assim, as pesquisas que já são produzidas poderão ser compartilhadas com as empresas, gerando produtos e solucionando problemas do setor produtivo da região. Isso é de grande importância para o semiárido”, afirmou.
“Possuímos quatro áreas que farão parte do centro: bioeconomia, biotecnologia e agroeconomia, que já produzem pesquisa de qualidade e atuam em áreas estratégicas; e a biodiversidade, que trabalhará com a produção de mudas certificadas, um dos primeiros passos, já que não as encontramos com facilidade na região. Além disso, essa produção de mudas certificadas, baseada em novas tecnologias, permitirá a restauração de áreas ambientais degradadas, como matas ciliares, cuja destruição é um dos fatores para o assoreamento dos rios”, completou a pró-reitora.
O centro atuará em áreas estratégicas como agroeconomia, bioeconomia, biotecnologia e biodiversidade, além de tecnologias emergentes, como inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT). A proposta do Sertão foi formalizada em março de 2024, durante a visita do presidente da Fapemig à Unimontes.