A pós-graduação em Neuropsicologia da Fasi/Funorte promoveu, nos dias 18 e 19 de setembro, o I Seminário em Neuropsicologia e I Fórum de Discussão em Neurociências (NeuroNorte 2020). O objetivo principal do evento foi debater temas importantes da neurociência, além de divulgar a área da neuropsicologia, ainda pouco conhecida no Norte de Minas.

Dentro do evento foi divulgada a recém-criada Liga Acadêmica de Neurociências e Neuropsicologia da Funorte para a comunidade acadêmica de Montes Claros. 

De acordo com José Carlos Bispo, psicólogo, pós-graduando em Neuropsicologia Funorte e presidente da Liga Acadêmica, o evento levantou temas que pudessem contemplar estudantes e profissionais interessados em neurociência e neuropsicologia.

“Discutimos sobre questões importantíssimas que envolvem o cérebro humano e a sua grande influência na vida de todos nós, mesmo de modo remoto, com todas as variáveis que não podemos controlar em relação à tecnologia, conexão de internet etc”, explica.
 
AMPLO DEBATE
Para o neurocientista idealizador e coordenador da NeuroNorte, o professor doutor Max Alencar, o evento foi importante para divulgar e aprofundar em temas relevantes. “Discutimos sobre educação virtual, ensino remoto e metodologias ativas no contexto atual e pós-pandemia. Qualidade de vida, música e cérebro; e temas polêmicos, como transtorno de conduta na infância, drogas de abuso na adolescência, comportamento psicopata, abuso sexual, além de temas relacionados à saúde mental no contexto da quarentena global causada pelo novo coronavírus”, diz.

O evento foi realizado de forma virtual pelo aplicativo Google Meet e toda a organização foi da Funorte, com palestrantes locais e de diversos estados: Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Nos intervalos, aconteceram intervenções musicais com artistas locais.

Divulgado apenas para acadêmicos de graduação em Montes Claros, o evento teve 50% das inscrições de outros estados, atingindo outros profissionais da área de saúde e educação, como médicos de diversas especialidades, biomédicos, biólogos, farmacêuticos, pedagogos, músicos, dentre outros.

“A pandemia acelerou a incorporação de diversas tecnologias no ensino que vieram pra ficar. O ensino presencial continuará sempre, sendo insubstituível, já que o contato humano é essencial para um bom desenvolvimento em diversos aspectos”, afirma Max Alencar.