Nada menos que 83 mil famílias com direito ao Bolsa Merenda ainda não se cadastraram para receber o benefício. O prazo para a inscrição termina daqui a uma semana, em 25 de novembro. O cadastro é feito por aplicativo.

A iniciativa do Estado paga R$ 50 por mês para estudantes da rede estadual de ensino cuja família esteja inscrita no CadÚnico. O programa foi criado para durar quatro meses, a partir de abril, mas ampliado por mais dois. Todas as parcelas devidas serão quitadas integralmente aos que realizarem a inscrição.

De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), trabalhos têm sido feitos na tentativa de localizar essas pessoas. Mensagens de texto foram encaminhadas alertando sobre o benefício.

A Sedese enviou, nos dias 4 e 5 de novembro, SMS a 51.883 famílias de baixa renda, avisando que eram beneficiárias do programa e informando o aplicativo para ter acesso ao Bolsa Merenda.

Outra mensagem foi encaminhada a 56.397 famílias de extrema pobreza que receberam o cartão na primeira fase do programa. Elas devem responder o SMS, o mais rápido possível, confirmando o CPF, para que o pagamento seja feito novamente pelo cartão. 
 
SEM MERENDA
O programa tem o objetivo de reduzir os impactos da paralisação das aulas presenciais nas escolas da rede estadual de ensino, devido à pandemia pelo coronavírus.

Para ter acesso, é preciso estar incluído na faixa de extrema pobreza, em que a renda per capita não ultrapasse R$ 89 mensais, ou em situação de pobreza (até R$ 178), além da inscrição no Cadastro Único.

Quem já se cadastrou, mas não conseguiu acessar o Bolsa Merenda, tem até hoje para enviar o questionamento. A solicitação pode ser feita pelo telefone 155 ou e-mail bolsamerenda@social.mg.gov.br.

O programa tem como público-alvo 470.029 alunos, sendo 115.369 na faixa da pobreza e 354.660 na extrema pobreza. O governo do Estado já desembolsou mais de R$ 90 milhões.