As escolas de educação básica Indyu, Ímpar, Funam (Pirapora) e Betel (Januária) fizeram bonito na Olimpíada Nacional de Jovens Gênios e ficaram entre as 20 classificadas, competindo com mais de 200 participantes. O resultado evidencia a qualidade de ensino das instituições. 

“Foi algo bem assustador no começo”, admite Arthur Henrick Ferreira Dias, de 13 anos, aluno do Indyu. “Depois percebi que não era bicho de sete cabeças. Pelo contrário, me ajudou bastante porque as matérias que eu não sabia, tive que pesquisar e, com isso, acabei entendendo melhor o que foi falado em sala de aula recentemente”, que ficou animado com a dinâmica da competição. 

“Só tive a ganhar, pela parte das premiações também, mas mais ainda pelo entretenimento e conhecimento ”, comemora o jovem estudante.

Diretor tecnológico do Indyu, cuja turma do sétimo ano se classificou em terceiro lugar, Willian Borges diz que a participação em olimpíadas nacionais foi uma aposta, especialmente na pandemia, para quebrar a rotina de aulas on-line e motivar alunos e professores.

“Procuramos engajar os alunos, incentivá-los à participação, até para tirá-los da zona de conforto. Nós nos engajamos também com alunos e professores. Fizemos grupos de whatsApp para motivar, tirar dúvidas e os resultados vieram. É uma construção de uma competição saudável que estimula os alunos e enobrece a escola”, destacou. O Indyu competiu na Olimpíada Nacional de Ciência (ONC) e Olimpíada Brasileira de Química.
 
HABILIDADES 
Fernanda Tavares Castilho, diretora do colégio Ímpar, revela que o apoio dos familiares foi essencial para manter a disciplina e não provocar exaustão.

“Vimos que seria mais uma ferramenta que poderia agregar ao desenvolvimento dos alunos. Foram dois dias de atividades on-line intensas, das 6 às 23h, então os alunos tinham que se organizar. Eram muitas questões e a gente foi acompanhando as famílias e os alunos”.

Aluna do Ímpar, Maria Júlia Soares Lima ficou em terceiro lugar individual e já torce para competir de novo ano que vem.

“Achei divertido e muito desafiador. Tinha que correr contra o tempo, acertar o máximo que pudesse e isso acaba sendo um pouco difícil, mas consegui aprender muito mais”, declarou a estudante. “Muito legal a experiência e se puder participar de novo, ficarei muito feliz”, completou Maria Júlia.

Em Pirapora, a diretoria do Colégio Funam considerou como ponto alto da competição a oportunidade de validar as capacidades e reconhecer pontos que precisam ser desenvolvidos nos alunos.

“Temos uma preocupação muito grande com o processo pedagógico e sabemos que a aprendizagem precisa ser criteriosa. Além das nossas avaliações internas, temos que passar pelas avaliações externas. Foi um resultado surpreendente!”, destacou o supervisor pedagógico Gledson Alessandro Silva, responsável pela trabalho com estudantes do 6º ao 9º ano nas olimpíadas.

“Os alunos tiveram acesso ao resultado individual e por turma, bem como os professores, que podem organizar conosco da (área) supervisão pedagógica a trajetória do aluno em termos de conteúdos que precisam ser trabalhados e possíveis deficiências que temos que sanar”, acrescentou. “Tivemos uma percepção daquilo em que conseguimos avançar”, pontuou ainda o diretor pedagógico da Funam.
 
ENGAJAMENTO
Em Januária, destaque para o Colégio Betel. A direção ressaltou que a aquisição e a conexão com novos conhecimentos foram ganhos para alunos e seus familiares.

“Eles se envolveram muito em todo o processo e com o conteúdo. Além de estimular a criatividade, (a olimpíada) potencializou e tornou mais divertido o aprendizado. Houve empolgação e engajamento das famílias”, disse Lila Falcão Colares, gestora da unidade.