A Funorte, primeira faculdade privada do Norte de Minas, é agora o maior Centro Universitário da região. A instituição foi credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) em homologação e publicação no Decreto N°899, de 4 de novembro de 2020.

O coquetel de lançamento ocorreu na última quinta-feira, quando a médica e ex-deputada federal Raquel Muniz foi apresentada como reitora do Centro Universitário Funorte. 

Para O NORTE, Raquel Muniz contou um pouco sobre as perspectivas, desafios, avanços, novidades e o que muda na condição de Centro Universitário. Confira:

O que muda agora com a condição de Centro Universitário?
A grande diferença é a autonomia. Quando você cria uma IES (Instituição de Ensino Superior), ela é uma IES isolada. Ela pode ter dois, três cursos superiores, sendo o primeiro degrau da carreira de uma instituição universitária. Quando ela cresce e passa a ter mais de uma sede, constituímos faculdades integradas, que era nosso estágio anterior. E quando se desenvolve essas faculdades, todas com mais de oito cursos, reconhecidos com notas boas – acima de 3 – e com mais da metade de seus professores com mestrado e doutorado, aí elas adquirem o título de Centro Universitário. Dentro dessa autonomia, é criado um conselho universitário que passa a fazer o papel do MEC. Como exemplo: se eu quero criar um novo curso, reúne-se o conselho, analisa o projeto, aprova o projeto e implanta o curso. O MEC só vai entrar para reconhecer o curso. Se eu quero aumentar vagas, tendo uma demanda maior de algum curso, como Centro Universitário temos essa autonomia. Também temos a autorização para abrir uma nova unidade onde haja uma demanda, não deixando de ter a responsabilidade onde sabemos que todo o processo é acompanhado e fiscalizado pelo MEC. Outra novidade é que todo Centro Universitário pode abrir canais de televisão e de rádio. Pretendemos abrir um canal do Centro Universitário Funorte, tendo uma maior responsabilidade com a comunidade.

 
Como O Norte de Minas ganha com essa mudança?
O Centro Universitário Funorte está localizado na capital do Norte de Minas, Montes Claros, e, com isso, poderemos ajudar na ampliação de empresas que possam vir a se instalar aqui, mostrando a formação dos nossos profissionais com a experiência, na extensão e na pesquisa. E como fomos pioneiros no ensino superior privado e que oportuniza jovens que não teriam condição de pagar seus estudos de ensino superior, temos jovens com muita garra e extremamente criativos. E chegou a hora de mostrar esse grupo formado aqui com excelência, ainda mais agora, reconhecido pelo MEC como Centro Universitário, através da cobrança de quesitos importantes para se ter esse título. Vamos mostrar para o Brasil a qualidade dos profissionais formados aqui.
 
Quais os novos desafios e avanços como reitora do Centro Universitário?
A grade meta, o grande desafio é daqui a dois anos a gente mudar o grau para levar o Centro Universitário a título de Universidade. Essa será a grande meta. Além disso, aprimorar os cursos já existentes aqui e fazer com que os alunos tenham cada vez mais uma maior inserção no mercado de trabalho e serem recebidos também com remuneração compatível com o que apenderam aqui nas nossas escolas.
 
Qual a importância da educação na vida e no futuro das pessoas?
A educação transformou a minha vida: morava em periferia, onde a minha mãe teve essa preocupação de me dar educação. Eu fui a primeira a fazer curso superior e mudei a vida da minha família, com uma missão de transformar a vida de todos que me cercam, com esse compromisso de fazer com que eles tenham uma oportunidade de estudar. Junto com Ruy (Muniz), entendemos que muitos saíam para estudar nas grandes universidades e não voltavam mais para Montes Claros para provocar o desenvolvimento da cidade. A partir daí, sonhamos, criamos e realizamos esse sonho de criar as primeiras faculdades privadas, não só em Montes Claros, mas em outras cidades do Norte de Minas como Janaúba, Januária, São Francisco e Pirapora. A educação transformou nossa região, fazendo com que Montes Claros se tornasse uma cidade universitária, onde várias indústrias se implantaram e se firmaram porque há uma formação de excelência desses profissionais.
 
Essa mudança ocorre em meio a uma pandemia. Quais foram as dificuldades?
A pandemia nos deu a oportunidade do ensino a distancia e, agora, ele fazendo parte também do ensino presencial. Os alunos que tiveram a oportunidade de ter as aulas práticas presenciais na área da saúde e tiveram a parte teórica de forma on-line já se adaptaram a esse novo método e sabem que é muito mais econômico poder estudar de casa. A parte teórica é mais absorvida, não perdendo tempo no trânsito para se deslocar até a instituição. Então, nessa nova modalidade, durante a pós-pandemia entendemos que o ensino presencial vai estar atrelado ao ensino on-line, e isso, de uma certa maneira, é um desafio, um desafio que já está sendo vencido e que vamos agregar como força grande para uma educação futurista.

 

Vamos conseguir mostrar para o Brasil a qualidade dos profissionais formados aqui