Com uma queda de 37% na taxa de incidência do coronavírus na última semana e de 44% nos últimos 14 dias, o Estado decidiu flexibilizar ainda mais as regras para a volta às aulas pelo sistema presencial.

Uma das principais mudanças foi a redução da distância praticada nas unidades escolares, que passou para 0,9 metro (90cm).

Estudos demonstram que este distanciamento é viável para a proteção coletiva em ambientes escolares, desde que outras estratégias de prevenção também sejam adotadas, como o uso da máscara.

No entanto, nos refeitórios, devido a não utilização do equipamento de proteção quando os alunos estão se alimentando, a distância recomendada continua sendo 1,5 metro.

O novo protocolo foi publicado na última sexta-feira (10) e deve ser seguido pelas escolas mineiras para a manutenção de um retorno seguro às atividades presenciais.

O documento foi aprovado durante a reunião do Comitê Extraordinário Covid-19, com base no cenário epidemiológico atual.

As internações, por exemplo, caíram 35% em quatro semanas. Outro destaque é o avanço da vacinação, com a cobertura vacinal da população acima de 18 anos em 84,96% e, da segunda dose, em 39,92%, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
 
LOTAÇÃO
O Comitê Extraordinário Covid-19 considerou também que a situação atual da epidemia permite ampliar a capacidade de lotação dos espaços escolares para 50%.

Até o momento, a lotação máxima permitida era de 1/3 (30%) em salas de aulas, refeitórios e transportes escolares.

“A experiência até o momento tem demonstrado que o retorno escolar não gera impacto nos indicadores epidemiológicos do Estado. Tanto que a taxa de incidência da Covid-19, os índices de hospitalização e número de óbitos estão constantes, mesmo após o retorno escolar ocorrido em julho de 2021”, avalia a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-MG), Eva Lídia Arcoverde.
 
TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO
De acordo com Eva Lídia, as atualizações do protocolo são feitas em um momento de estabilização da pandemia, graças ao avanço da imunização no Estado.

Em setembro, a cobertura vacinal dos trabalhadores da educação aumentou substancialmente. A cobertura está em 96,84% de primeira dose e 28,02% em segunda dose ou dose única.

Além disso, com a Deliberação CIB SUS CIB-SUS/MG Nº 3.508, os adolescentes de 12 a 17 anos passam a ser elegíveis, já neste mês de setembro, para a vacinação com as vacinas da Pfizer.

“As taxas de transmissão estão baixas em ambientes escolares, demonstrando que, quando realizamos a adesão de múltiplas estratégias de prevenção e temos a adesão das escolas às medidas de prevenção, são possíveis um retorno seguro das atividades de educação”.

Atualmente, a vacinação é a principal estratégia de prevenção de saúde pública para combater a pandemia de Covid-19. A promoção da imunização pode ajudar as escolas a retornar com segurança ao aprendizado presencial, e também às atividades extracurriculares e aos esportes.

SAIBA MAIS
Outras medidas que devem ser adotadas para garantir um retorno seguro: priorização da ventilação; lavagem das mãos e etiqueta respiratória; ficar em casa quando doente; realização do teste; identificação de vínculo epidemiológico, em combinação com quarentena, isolamento, limpeza e desinfecção.
 
Como prerrogativa exclusiva do setor de saúde, a investigação epidemiológica é um trabalho de campo, realizado a partir de casos notificados (clinicamente declarados ou suspeitos) e seus contatos. “Por meio desta ação, é possível identificar a fonte de infecção e modo de transmissão; identificar grupos expostos a maior risco e fatores de risco; confirmar o diagnóstico; e determinar as principais características epidemiológicas. O propósito final é orientar medidas de controle para impedir a ocorrência de novos casos”, explica Eva Lídia. 

*Com Agência Minas